Um projecto de acordo, sugerido pela presidência brasileira, não continha qualquer referência a acordos anteriores para abandonar os combustíveis fósseis, nem tinha o roteiro defendido por muitos países da UE, embora não pela própria UE.
Da noite para o dia, 14 Estados-Membros da UE juntaram-se a 22 outros países, muitos deles altamente vulneráveis aos impactos climáticos, ameaçando colapsar as negociações devido à ausência de combustíveis fósseis no acordo.
“Não podemos apoiar um resultado que não inclua um roteiro para implementar uma transição justa, ordenada e equitativa para longe dos combustíveis fósseis”, dizia uma carta desses países aos organizadores brasileiros, vista pelo POLITICO.
Von der Leyen enfatizou sexta-feira que a UE não estava a resistir aos seus objetivos climáticos legais.
“Estamos mantendo o curso”, disse ela. “Temos muita certeza de que queremos alcançar essas metas. Estamos no bom caminho para a meta de 2030. No caminho a seguir, temos de ser adaptáveis e flexíveis porque esta é uma enorme transição que está a acontecer. Ninguém fez isto antes. Portanto, estamos realmente em águas desconhecidas.”
Questionado sobre os comentários de von der Leyen no momento em que entrava num plenário das Nações Unidas, o chefe do clima da UE, Wopke Hoekstra, disse: “O problema é causado pelas emissões, e a realidade é que quanto mais sujo o combustível fóssil, mais danos eles estão a causar”.




