Política

Von der Leyen apresenta dívida conjunta da UE como plano de apoio para financiar a Ucrânia

Os riscos são elevados para a Bélgica porque acolhe a empresa financeira Euroclear, que detém a maior parte dos activos imobilizados, e teme que a iniciativa possa criar riscos jurídicos e financeiros. Os bens foram congelados pela UE após a invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022.

Se o plano de activos não se concretizar, von der Leyen sugeriu a emissão de dívida comum da UE que será eventualmente reembolsada pelos capitais nacionais, como o POLITICO relatou anteriormente.

Outra opção envolve incumbir cada país de financiar individualmente a Ucrânia através dos seus orçamentos nacionais.

Ambas as alternativas, contudo, são desagradáveis ​​para países altamente endividados como a França e a Itália, que têm poucos meios para financiar a Ucrânia.

Von der Leyen disse durante a sessão plenária do Parlamento que usar os bens russos congelados “é a forma mais eficaz de sustentar a defesa e a economia da Ucrânia. E a forma mais clara de fazer a Rússia compreender que o tempo não está do seu lado”.

Os seus comentários ao Parlamento ocorrem no momento em que os ministros das finanças da UE se preparam para discutir o tema em Bruxelas, na quinta-feira.

A UE enfrenta pressão para chegar a um acordo rápido, uma vez que se espera que a Ucrânia fique sem dinheiro na próxima primavera.