Vendas do Grupo Amorim sobem para 603 milhões de euros

Vendas do Grupo Amorim sobem para 603 milhões de euros

Uma subida de 3,2 por cento com os isolamentos a terem o melhor desempenho 

▌A Assembleia Geral de Acionistas realiza-se no dia 2 de dezembro e vai apresentar a proposta de dividindos

Nos primeiros nove meses do ano, a Corticeira Amorim registou vendas consolidadas de 602,6 milhões de euros — uma subida de 3,2% face ao período homólogo de 2018, onde se destaca o forte crescimento na venda de rolhas e o desempenho da unidade de isolamentos. 

A subida de 3,2% beneficia de um efeito positivo da variação cambial que excluído desce para mais de 2,2%, no entanto, o registo dos primeiros nove meses do ano é claro — a Corticeira Amorim registou vendas consolidadas no valor de 602,6 milhões de euros. 

Dividindo este desempenho pelas unidades de negócio que compõem o grupo, a unidade de isolamentos foi a que teve um desempenho mais positivo, com um crescimento de 18,1% das vendas, seguida da unidade de matérias-primas que apresentou um crescimento de mais de 15%. 

Na unidade de rolhas, as vendas cresceram 5,3% e o bom desempenho deu-se sobretudo no terceiro trimestre, que registou um crescimento de vendas de 6,9%. Em termos de valor de vendas, para estes nove meses, a unidade de rolhas registou um valor de 432,2 M€, mais 5,3% face ao período homólogo. Apesar de ter beneficiado de variações cambiais favoráveis, este crescimento assenta num incremento de vendas de 4,4% a câmbios constantes. 

A unidade de aglomerados compósitos registou vendas no valor de 78,8 M€, mais de 2,2% face ao período homólogo. A evolução positiva nos primeiros nove meses do ano, decorre essencialmente do aumento dos preços de vendas e do efeito favorável do USD. 

Os revestimentos registaram um ligeiro crescimento de vendas no terceiro trimestre, contrariando a tendência verificada no primeiro semestre. As vendas desta unidade cifraram-se em 82,9 M€, menos 1,4% face ao período homólogo; desempenho desfavorável que reflete os atrasos ocorridos neste período na disponibilização ao mercado da nova linha de produtos 2 WISE — as vendas do terceiro trimestre aumentaram 0,2%, invertendo a tendência verificada no primeiro semestre.

As vendas da unidade de matérias-primas atingiram os 155,1 M€, mais de 15% face ao período homólogo — um aumento de atividade impulsionado sobretudo pela unidade de rolhas e os preços mais elevadas da venda da cortiça.

De salientar o crescimento em todos os segmentos de negócio, especialmente no de bebidas espirituosas e nos principais mercados vinícolas — exceto no mercado francês refletindo um decréscimo de volumes na vindima de 2017 de Bordeaux

 Aquisição de 50% da VINOLOK consolidada pelo método de equivalência patrimonial

Em termos de desempenho, a Corticeira Amorim encerrou o período com um resultado líquido de 54,4 M€ – uma redução de 7,1% face ao período homólogo de 2018. O EBITDA consolidado atingiu os 96,8 M€, refletindo o impacto do aumento do preço da cortiça e o desempenho desfavorável da unidade de revestimentos. De salientar os aumentos de preços e os ganhos de eficiência operacional nas várias unidades de negócio. O rácio EBITDA/Vendas cifrou-se em 16,1%, 18,6% no período homólogo de 2018.

O EBITDA das unidades de matérias-primas e rolhas ascendeu a 93,2 M€, menos 6,8% face ao período homólogo. Num contexto desfavorável de aumento dos preços de consumos da cortiça, o aumento de preços aos clientes, os ganhos de eficiência operacional e aumentos de produtividade, atenuaram a redução do rácio EBITDA/Vendas para 21,0% (9M18: 23,5%).

A unidade de revestimentos registou um EBITDA negativo de 2,2 M€, impactado essencialmente pelo acréscimo das despesas de marketing e desenvolvimento de produto decorrentes do lançamento da nova linha de produtos WISE, bem como uma deterioração do mix de produto — fatores que se verificaram essencialmente no primeiro semestre do ano. No terceiro trimestre o EBITDA foi ligeiramente negativo, menos 0,2 M€. Para contrariar este resultado, o relatório divulgado aponta que “será necessário manter o ritmo de implementação de medidas de incremento de eficiência, nomeadamente nas áreas de logística e operações industriais, para suportar a inversão desta tendência negativa”. Inerentes a estas medidas foram registados gastos não recorrentes no valor de 0,4M€ relacionados com reestruturações.

O EBITDA da unidade de aglomerados compósitos atingiu 9,0 M€, mais 9,1% face ao período homólogo, suportado pelo aumento de preços e pelo efeito cambial favorável. O rácio EBITDA/Vendas aumentou para 11,4% (9M18: 10,1%). 

O EBITDA da unidade de isolamentos apresentou um valor nulo no final do período, 9M18: 0,9 M€. Esta unidade utiliza a cortiça como única matéria-prima e, como tal, a sua rentabilidade foi substancialmente afetada pelo aumento do preço do consumo. De salientar que, no terceiro trimestre, conforme expectável, já se verificou uma inversão do impacto do preço de consumo das matérias-primas no EBITDA desta unidade, mais de 0,3 M€.

A adoção da IFRS – Locações 16 não implicou alterações significativas às demonstrações financeiras da Corticeira Amorim. Os principais impactos foram o aumento do EBITDA em 1,1 M€, aumento das depreciações em 1,1 M€ e o aumento da dívida no final do período em 4,6 M€.

Em resultados não recorrentes estão registados gastos de reestruturação no valor de 0,8 M€ e de aquisição de empresas participadas 0,2 M€., 

O aumento do resultado de associadas reflete essencialmente o recebimento o valor final da US Floors , 2,3 M€, e a aquisição da Vinolok por 0,7 M€.

A linha de impostos é beneficiada pela reversão de provisões, salientando-se a decisão final das autoridades fiscais que permitiu o reconhecimento dos prejuízos fiscais numa subsidiária em Espanha.

Após resultados atribuíveis aos interesses que não controlam, o resultado líquido atingiu os 54,4 M€, uma redução de 7,1% face ao registado no período equivalente do ano anterior.

No final do terceiro trimestre, a dívida remunerada líquida ascendia a 161,3 M€ (12M18: 139,0 M€). Esta dívida já inclui o efeito da adoção do IFRS 16 (4,6 M€), referida anteriormente; em termos comparáveis, excluindo este efeito, durante o período a dívida teria aumentado em 17,7 M€. A contribuir para o aumento da dívida encontra-se a aquisição de 50% da Vinolok no valor de 11 M€ e de 10% da Bourrassé, por 5 M€. De salientar o efeito positivo do recebimento do valor final de 2,3 M€ da alienação da US Floors — sem estes efeitos e em termos comparáveis a dívida seria de 143 M€.

Na proposta de dividendos o Conselho de Administração decidiu propor à Assembleia Geral de Acionistas, a realizar no próximo dia 2 de dezembro, a distribuição parcial de reservas distribuíveis de 0,085 € por ação. 

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