As cotas ainda estão sendo negociadas entre Camberra e Bruxelas, disse a primeira pessoa familiarizada com as negociações.
Von der Leyen embarcará no voo de mais de 20 horas para a Austrália logo após participar da Conferência de Segurança de Munique, que acontece na cidade alemã de 13 a 15 de fevereiro, de acordo com o jornal digital australiano The Nightly, que deu a notícia da viagem de quatro dias do chefe da Comissão.
Os países da UE permitiram, em Dezembro passado, que a Comissão negociasse um acordo de defesa com a Austrália. A concretização de tal acordo viria na sequência das parcerias de segurança e defesa assinadas com o Reino Unido, o Canadá e, mais recentemente, a Índia.
Um acordo com a Austrália representaria uma vitória para a UE, pois abriria o acesso às vastas reservas de minerais estratégicos do país. A Austrália é o maior produtor mundial de lítio e também detém a segunda maior reserva mundial de cobre.
Vindo depois do difícil acordo entre a UE e o Mercosul com os países da América do Sul – criticado pelos agricultores, pela França e pelos legisladores cépticos – espera-se que o pacto com Camberra também desencadeie uma resistência devido à sua significativa componente agrícola.




