Mas ele enquadrou o seu apelo em termos de sangue e solo familiares aos apoiantes de Make America Great Again, com base em interesses comuns (muitas vezes económicos) e não nos valores comuns da democracia e do Estado de direito que mantiveram a aliança unida nas últimas décadas.
“Estamos ligados uns aos outros pelos laços mais profundos que as nações poderiam partilhar, forjados por séculos de história partilhada, fé cristã, cultura, património, língua, ancestralidade e os sacrifícios que os nossos antepassados fizeram juntos pela civilização comum da qual nos tornamos herdeiros”, disse Rubio.
A resposta dos líderes europeus foi educada: ninguém quer romper os laços restantes com os Estados Unidos cada vez mais imprevisíveis, cujas tropas, armas nucleares e capacidades militares ainda dão ao continente uma segurança crucial contra a Rússia.
Mas à margem do evento, vários responsáveis compararam a situação actual a uma relação abusiva em que o agressor culpa a vítima enquanto oscila entre a violência e a conversa fiada.
O senador norte-americano Ruben Gallego, um democrata do Arizona, disse que o ano passado foi uma “montanha russa de emoções” para os decisores políticos europeus. “Sinto-me como a namorada ou o namorado tóxico neste momento… e a Europa só quer que sejamos melhores.”
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que ficou “muito tranquilizada com o discurso do secretário de Estado”, chamando-o de “bom amigo” e “forte aliado”.




