[Vídeo] Casas de cortiça podem ser o futuro da construção sustentável​

Casas de cortiça podem ser o futuro da construção sustentável

• A Corticeira Amorim UK foi um dos parceiros do projeto. | Vídeo: World Economic Forum

O desenvolvimento de soluções construtivas mais eficientes tem levado ao aparecimento de novos materiais de construção – há casas de madeira, contentores, papel e agora também as há de cortiça. Construída na cidade britânica de Eton, a Cork House, foi montada à mão, pode ser reciclada no final da sua vida útil e o projeto contou com a colaboração da Corticeira Amorim UK.

Com uma cozinha de plano aberto, sala de estar, quarto, quarto de banho e um confortável espaço para dormir no telhado, esta pequena casa assemelha-se a qualquer outra moradia, exceto por um elemento-chave – é feita quase inteiramente de cortiça.

Utilizando sobras de cortiça do fabricante português a equipa britânica construiu a casa usando blocos de cortiça pré-fabricada, madeira projetada e fundações de aço. Para este projeto, a cortiça foi transformada em granulado que comprimido e aquecido permitiu criar blocos de construção – cortados usando a tecnologia de  fresamento 3D para que os blocos fossem intertravados, dispensando o uso de cola ou cimento.“Usamos um sistema de corbelling que permite uma simples montagem de um bloco sobre o outro”, explicou Oliver Wilton, diretor de tecnologia da Bartlett School of Architecture da University College London ao acrescentar que  “não há necessidade de qualquer apoio durante a construção – assim o prédio pode ser facilmente desmontado e os 1.268 blocos reciclados ou compostados.

A casa mede 44 metros quadrados, permanece quente e tem um cheiro muito caraterístico: “cheira a floresta de cortiça”, disse a arquiteta Dido Milne ao referir que “as paredes são muito quentes ao toque e o acústico é muito suave, sendo um material puro à base de plantas.”

Para Matthew Barnett Howland, outros dos arquitetos que constitui a equipa, a Cork House é a prova “que podemos construir uma arquitetura genuinamente sustentável”, acrescentando que “não há resposta definitiva” sobre quanto tempo o prédio pode durar.

A construção teve início em setembro de 2016 e foi terminada em janeiro de 2019, sendo galardoada com o prémio RIBA Sterling Prize de 2019. Às suas já reconhecidas credenciais verdes, os arquitetos somam mais uma vitória porque o “carbono de toda a vida” da casa é inferior a 15% de uma casa britânica padrão de construção nova.

 

CLIQUE NO SINO VERMELHO 

SUBSCREVA GRATUITAMENTE ÀS NOTIFICAÇÕES DO DIÁRIO DA FEIRA

Ajude-nos a entregar um jornalismo regional atrevido e sem tabus.

Somos um jornal diário e gratuito para continuarmos o nosso trabalho, precisamos dos seus cliques e da sua subscrição. 

CLIQUE NO SINO VERMELHO, CONFIRME A SUA SUBSCRIÇÃO

Notícias Relacionadas