O compromisso de quarta-feira não agrada totalmente a nenhum dos lados na luta de lobby. A polícia e os investigadores temem que o conteúdo ilegal permaneça fora da vista nas aplicações encriptadas de ponta a ponta, enquanto os activistas da privacidade dizem que a vigilância em grande escala das comunicações ainda se expandirá.
Os activistas da privacidade expressaram preocupações sobre a proposta, particularmente sobre o quão direccionadas seriam as medidas de digitalização – um sinal de que continuarão a pressionar os negociadores nos próximos meses.
Andy Yen, CEO da Proton, fabricante suíça de tecnologia amiga da privacidade, disse num comunicado que é “vital que todos permaneçamos vigilantes” contra as tentativas de introduzir a digitalização obrigatória “pela porta dos fundos” durante as negociações.
Ella Jakubowska, chefe de política do grupo de direitos digitais EDRi, disse que “ainda há muito a corrigir no texto do Conselho”.
Entretanto, a ECLAG, uma coligação de grupos de direitos da criança, disse estar “preocupada com a ausência de ordens de detecção obrigatória” no compromisso do Conselho.
Os negociadores no Conselho e no Parlamento têm um prazo difícil até abril, quando expira uma legislação temporária que permite que aplicativos procurem CSAM.
O principal negociador do Parlamento, o legislador espanhol Javier Zarzalejos, disse num vídeo publicado no X que as negociações são “urgentes”.
Chipre liderará as negociações em nome do Conselho a partir de janeiro. Uma autoridade cipriota disse que está “com pleno conhecimento do prazo de abril”.




