“Devemos saber que voltar a ser protagonistas da história e de nosso próprio destino não é fácil, não é indolor e não é livre.”
Meloni argumentou que o bloco deveria se concentrar nos princípios fundamentais e nas identidades nacionais. “O verdadeiro desafio é uma Europa que faz menos, mas faz melhor”, disse ela. “Afinal, ‘United in Diversity’ é o lema da União Europeia, e acredito que é um lema que todos devemos nos inspirar.”
Seus comentários ecoaram os do ex-presidente do Banco Central Europeu e primeiro-ministro italiano Mario Draghi, que disse ao mesmo público na sexta-feira passada que a UE deve aprender a se defender em um mundo cada vez mais moldado pela guerra e pela competição de “grande poder”.
Na mesma linha, Meloni também pediu ao bloco que assuma maior responsabilidade por sua própria defesa, alertando que o continente não pode mais confiar nos EUA
“Depois de décadas em que terceirizamos a segurança européia para os Estados Unidos – à custa de uma inevitável dependência política – devemos estar dispostos a pagar o preço de nossa liberdade e nossa independência”, disse ela. “Somente aqueles que são capazes de se defender são realmente livres nas escolhas que fazem.”
Meloni disse que sua tradição política há muito levantou a questão, mesmo quando era impopular. “Falamos da necessidade de um pilar europeu da OTAN, de igual dignidade ao americano, em um momento em que esses problemas não estavam na moda”, disse ela.




