Mas, no final, a urgência das necessidades de financiamento da Ucrânia e o desespero dos líderes da UE em mostrar o seu apoio, enquanto Donald Trump vacila e Putin fala de vitória, venceram.
Numa concessão à Alemanha, os líderes abriram a porta à utilização dos activos russos congelados para pagar o empréstimo à Ucrânia. Mas isso é algo a ser trabalhado no futuro.
As táticas de De Wever
Com a Bélgica a protestar contra o plano de utilizar activos russos para financiar o empréstimo desde que este foi apresentado pela primeira vez, os diplomatas e especialistas financeiros da UE passaram muitas noites sem dormir no período que antecedeu a cimeira, aperfeiçoando a linguagem jurídica e oferecendo reservas financeiras adicionais para tranquilizar De Wever.
As apostas eram as mais altas possíveis para o primeiro-ministro belga, dado que a maior parte dos activos imobilizados da Rússia na Europa são detidos pela empresa financeira Euroclear, que está registada na Bélgica.
De Wever pediu repetidamente que, em troca do apoio a este plano, os países da UE precisassem de desembolsar quantias ilimitadas de dinheiro para proteger a Bélgica, no caso improvável de o Kremlin recuperar o dinheiro.
No entanto, isso era um pedido demasiado grande, mesmo para os mais fervorosos apoiantes da ideia dos activos russos, que rejeitaram a oferta belga como nada menos que um “cheque em branco”.




