O plano da Europa de utilizar os activos soberanos russos para apoiar um empréstimo à Ucrânia enfrentou forte oposição numa cimeira no mês passado por parte de Bart De Wever, primeiro-ministro da Bélgica, onde o dinheiro está guardado.
Mas a questão de como utilizar estes fundos assumiu uma nova urgência à medida que as conversações de paz na Ucrânia se intensificam.
Para consternação da UE, o plano de paz original do presidente dos EUA, Donald Trump, sugeria que Washington lucrasse com a utilização destes activos na Ucrânia, sendo a parte restante devolvida à Rússia.
Bruxelas, por seu lado, acredita que os activos deveriam ser utilizados para sustentar um empréstimo à Ucrânia, que deverá ficar sem dinheiro no início do próximo ano.
“Não consigo imaginar nenhum cenário em que apenas os contribuintes europeus paguem a conta”, disse von der Leyen aos legisladores.
Nos últimos dias, vários diplomatas da UE disseram que von der Leyen ordenou aos seus funcionários que apresentassem um projecto de texto legal sobre o empréstimo de reparações dentro de alguns dias, à medida que cresce o ímpeto para uma solução.
“Se não agirmos, outros avançarão antes de nós”, disse um funcionário da UE, ao qual foi concedido anonimato para falar livremente.
Mas apesar das intensas conversações entre a Bélgica e a Comissão nas últimas semanas, De Wever ainda tem preocupações sobre as responsabilidades legais e o risco de retaliação de Moscovo se os fundos russos fossem utilizados para o empréstimo.




