A Ucrânia está a trabalhar numa troca de prisioneiros com a Rússia que poderá resultar no regresso de 1.200 ucranianos do cativeiro, enquanto Kiev também procura retomar as negociações para acabar com a invasão russa.
“Estamos trabalhando para garantir outro início de negociações, para que afinal haja uma perspectiva de acabar com esta guerra”, disse o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, em comunicado no domingo.
“Também contamos com a retomada dos intercâmbios de prisioneiros de guerra – muitas reuniões, negociações e ligações estão ocorrendo atualmente para garantir isso”, acrescentou Zelenskyy.
O secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, Rustem Umerov, disse no Telegram que tinha “mantido consultas com a mediação de parceiros na Turquia e nos Emirados Árabes Unidos sobre a retomada do processo de intercâmbio e a libertação do nosso povo do cativeiro russo”.
“Como resultado destas negociações, as partes concordaram em ativar os acordos de Istambul. Isto diz respeito à libertação de 1.200 ucranianos”, disse Umerov.
Os acordos de Istambul são acordos mediados pela Turquia de 2022 que estabelecem as regras para grandes trocas organizadas de prisioneiros de guerra entre a Rússia e a Ucrânia.
Zelenskyy disse em julho que 5.857 ucranianos foram devolvidos do cativeiro russo em trocas desde que a invasão total do presidente russo, Vladimir Putin, começou há quase quatro anos.
As negociações técnicas para finalizar os detalhes da próxima troca “serão realizadas num futuro próximo”, disse Umerov. Ele disse que seu objetivo é que “os ucranianos que retornarão do cativeiro possam celebrar o Ano Novo e o Natal em casa”.




