Se o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, que expressou graves preocupações sobre as propostas dos EUA, não as aceitar, “então ele poderá continuar a lutar com todo o seu coração”, disse Trump. O presidente americano já havia dado a Kiev até o Dia de Ação de Graças – esta quinta-feira – para concordar.
Os aliados europeus mantiveram conversações sobre a crise no mesmo dia, depois de os detalhes do plano terem sido divulgados pela primeira vez, entre receios de que pudesse constituir outro ultimato da administração dos EUA e foi desenvolvido bilateralmente com a Rússia, em vez de em parceria com capitais europeias ou com a Ucrânia.
Após discussões à margem de uma reunião do G20 das principais economias da África do Sul, no sábado, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, saudou os esforços americanos para garantir a paz, mas disse que “é uma base que exigirá trabalho adicional”.
Um funcionário da UE, ao qual foi concedido anonimato para falar livremente, sublinhou que “o projecto dos EUA do plano de 28 pontos inclui elementos importantes que serão essenciais para uma paz justa e duradoura. Estamos prontos para nos empenharmos nessa base, a fim de garantir que uma paz futura seja sustentável. Mas é necessário mais trabalho”.
O chefe de gabinete de Costa, Pedro Lourtie, e o principal funcionário da Comissão Europeia, Bjoern Seibert, deverão participar nas conversações mediadas pelos americanos nos próximos dias para novas negociações e o bloco reiterou o seu apoio contínuo à Ucrânia. Apenas um líder da UE – o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, amigo do Kremlin – apoiou incondicionalmente o plano de Witkoff, que os críticos dizem que faz concessões desproporcionais à Rússia.
Em privado, outros diplomatas advertiram que a mensagem da Casa Branca estava propensa a mudar subitamente, dado que Trump tem alternado frequentemente entre a ameaça de cortar o apoio à Ucrânia e a imposição de novas sanções pesadas à Rússia para ajudar a acabar com a guerra. “Em última análise, em todas as ocasiões, o nosso apoio à Ucrânia continuou”, disse um enviado.




