Tribunal da Feira remete homicida da “freira radical” para prisão preventiva

Tribunal da Feira remete homicida da “freira radical” para prisão preventiva

Freira Antónia Pinho era conhecida por ajudar os mais desfavorecidos | Foto: DR – Facebook

Em São João da Madeira todos a conheciam como a “freira radical” porque a sua imagem de marca era um hábito branco e conduzia uma lambreta preta. Durante a manhã de domingo, 8 setembro, Maria Antónia Pinho terá dito que ia à missa, mas nunca mais foi vista com vida. 

A irmã Maria Antónia Pinho, de 61 anos, foi encontrada sem vida, por volta das duas da tarde de domingo, dentro da casa de um homem, ao qual de tempos a tempos prestava auxílio – um toxicodependente com cerca de 45 anos, que já havia sido condenado pelo crime de violação. Segundo o jornal Sol, o suspeito é conhecido como Alfredo “Tito” um reincidente que saiu da cadeia há cerca de três meses depois de cumprir dois terços de uma pena de 16 anos de prisão, por crimes com a mesma natureza.

Em comunicado a Polícia judiciária descreve que o suspeito “após ter conseguido atrair a vítima até ao interior da sua habitação, com o pretexto de oferecer-lhe um café por esta o ter transportado na sua viatura até ali, referiu-lhe que com ela queria manter relações sexuais, o que foi recusado”.  

Não aceitando a recusa da Irmã, Tito “recorreu à força física aplicando à senhora, ao que tudo indica, um golpe de estrangulamento denominado mata-leão” que terá sido a causa da morte. Foi então que a deitou sobre a cama e terá mantido relações sexuais. O alerta foi dado pelo alegado homicida uma hora mais tarde pelo próprio suspeito.

Avança a Revista Sábado que o suspeito do homicídio teria dois mandados, um de detenção e outro de busca. O primeiro terá sido emitido pelo Ministério Público a 3 de setembro, depois de ter sido pedido pela PSP a 30 de agosto. Quanto ao mandado de busca ainda não foi possível apurar informações. 

A primeira audiência decorreu hoje, terça-feia, 10 setembro, no Tribunal da Feira, e o suspeito remeteu-se ao silêncio, tendo sido decretado que vai aguardar julgamento em prisão preventiva.

Os contornos do crime ainda são desconhecidos, mas Antónia Pinho terá morrido fruto da sua generosidade aos mais carenciados e nas redes sociais a comunidade, especialmente de S. João da Madeira, parece não se conformar com a morte trágica da irmã Maria Antónia, que era conhecida com carinho como “Tona”.

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