“Tanta carne boa e eu em jejum”: a cultura do piropo e muito mais no Passerelle Bar

“Tanta carne boa e eu em jejum”: a cultura do piropo e muito mais no Passerelle Bar

Uma conversa para adultos num espaço informal que promete ser, no mínimo, interessante

▌Piropos, sedução e galanteio à mesa no Passerelle Bar em Santa Maria de Lamas | Foto: Meet the Kovacs - PD

Há quatro anos que o piropo foi criminalizado e dá pena de cadeia, afastando estes trocadilhos, rimas ou simples vulgarismo da cultura portuguesa — a EiLOS vai fazê-los renascer, desafiando para uma conversa informal  e “sem filtros” no Passerelle Bar.
 
O piropo, o galanteio, a sedução e o assédio existem entre si na tangente; reconhecer quando começa um e acaba outro é uma tarefa difícil que nasce da avaliação e opinião dos intervenientes — por um lado temos aqueles que pensam esta criminalização é um “exagero”, “histeria feminista” ou até “atentado à liberdade de expressão” e o “fim da sedução”; por outro há a ala dos que acreditam que o piropo é uma invasão de privacidade, com falta de respeito e humilhação.
 
A EiLOS (clique no nome para aceder ao seu facebook) escolheu o Passerelle, em Santa Maria de Lamas, para um debate que o pretende trazer o piropo à baila — uma discussão que se “quer madura”, até porque quem conhece o espaço “sabe que não tem filtro”. 
 
Não perca esta iniciativa, no dia 22 de outubro, pelas 21h00, a entrada é livre. 

Piropos

Porque todos os artigos dependem de investigação, deixamos aqui uma compilação de alguns dos piropos que encontramos durante a realização desta notícia, desaconcelhamos, no entanto a leitura aos mais suscetíveis.

 Poéticos

 

Ó flor, dá para pôr?

Ó musa, dás-me tusa.

Ó bomboca, mostra a toca.

Ó doce, era onde fosse.

Ó beleza, deixas-ma tesa.

Ó boneca, vai uma queca?

 

 Trocadilho

És como um helicóptero: gira e boa.

Ó fêvera, junta-te aqui à brasa.

Ó jóia, anda aqui ao ourives.

Ó ‘morcona’, comia-te o sufixo.

Ó filha, aperta aqui que é mais fofo.

Ó jeitosa, és mais apertadinha que os rebites de um submarino.

Andas na tropa? É que já marchavas.

Se fosses um barco pirata, comia-te o tesouro que tens entre as pernas.

Tantas curvas e eu sem travões.

Usas cuecas TMN? É que tens um rabinho que é um mimo.

A tua mãe só pode ser uma ostra para cuspir uma pérola como tu.

Tens um cu que parece uma cebola, é de comer e chorar por mais.

Só queria que fosses uma pastilha elástica para te comer o dia todo.

Tanta carne boa e eu em jejum.

Se o teu cu fosse um banco, fazia uma poupança a taxa fixa.

Ó filha, agora já percebo porque é que tenho a talocha nas mãos.

Belas pernas, a que horas abrem?

A ti não te custava nada e a mim sabia-me tão bem.

Até davas uma boa actriz mas és muito melhor atrás.

 

A metáfora

Ainda dizem que as flores não andam.

 Ó filha, com um cuzinho desses deves cagar bombons.

 Ó filha, levavas aí com o martelo pneumático que fazíamos o túnel do Marquês num instante.

 Que bela anilha que tu tens, deixa lá enroscar o meu parafuso.

Só custa a cabeça que o resto é pescoço.

Que rica sardinha para o meu gatinho.

Anda cá a cima afagar-me a cobra zarolha.

Ó filha, o teu pai devia ter a régua torta para te fazer com curvas assim.

 

Ordinários

Ó filha, fazia-te um pijaminha de cuspo.

Quem me dera que fosses um frango para te meter um pau no cu e fazer-te suar.

Só queria que fosses um cavalinho de carrossel, para te montar todo o dia por 50 cêntimos.

Ó filha, anda cá a cima que até a barraca abana.

Contigo filha, era até ao osso.

Metia-te inteira até que ma mordesses.

Posso tocar no teu umbigo da parte de dentro?

Ai de ti que eu saiba que esse cuzinho anda a passar fome.

Ó filha, enchia-te essa ***** toda de massa.

Só não tenho pelos na língua porque tu não queres.

Ó filha, anda cá a cima que ele não se vai chupar sozinho.

Tens uns olhos tão lindos, tão lindos, que te comia essa ***** toda.

Caiava-te toda de branco por dentro.

Contigo era até encontrar petróleo.

Ó linda, sobe aqui à palmeira e anda-me lamber os cocos.

Ó faneca, anda cá que o pai unta-te.

O teu cu parece uma moto-serra, não há pau que lhe resista.

És tão quente que até se me grelham os tomates.

O meu amor por ti é como a diarreia, não o consigo manter cá dentro.

Diz-me quem é a tua ginecologista para eu lhe ir chupar o dedo.

Com esse cu, estás convidada a cagar na minha casa.

Contigo até me tornava mineiro, só para te abrir os buracos todos.

Podia ficar um mês a cagar trapos, mas comia-te com roupa e tudo.

Posso pagar-te uma bebida ou preferes em dinheiro?

Ainda dizem que a fruta verde não se come.

Ó filha, lambia-te o que tu mais gostas.

Ó fofa, agarra aqui na corneta.

Agarra-me aqui no tarolo, ó princesa.

O teu pai deve ser arquiteto, tens um cu que é uma obra.

Ó filha, agarra aqui com a mão.

Que rico filho. Anda cá cima que eu faço-te outro mas mais bonito.

 Ó sol, sopra aqui na minha flauta pingante.

 Ó boneca, era a estrear.

 

Subtis

Ia até ao fim do mundo por um dos teus sorrisos, e ainda mais longe pela outra coisa que podes fazer com a boca.

 Estou a lutar desesperadamente contra o impulso de fazer de ti a mulher mais feliz do mundo.

Sabes onde ficava bem a tua roupa? Toda amarrotada no chão do meu quarto.

Só a mim é que não me calha uma destas na rifa.

 

 Abençoados

Diz-me lá como te chamas para te pedir ao Menino Jesus.

Ó filha, queres ir ao céu? Sobe os andaimes que o resto do caminho é por minha conta.

Ó filha, se não acreditas que Deus é feito de carne e osso sobe os andaimes e anda cá tocar-me.

Abençoados pais que conceberam esta coisinha linda.

Por acaso és católica? É que tens um cu que valha-me Deus.·

 

Espirituais

Se eu estivesse no teu lugar, tinha sexo comigo na boa.

Ó menina, cuidado que prendeu-se-lhe a parte de baixo da saia no manípulo da betoneira.

Essa roupa fica-te muito bem, mas eu ficava-te melhor.

Se cair, já sei onde me agarrar.

Acreditas em amor à primeira vista ou tenho que passar por aqui outra vez?

 Anda cá que te vou dar uma sessão de raboterapia.

 Não sou muito bom em matemática, mas, 1+1 = 69?

Não te esqueças do meu nome, mais logo vais gritá-lo.

Minha senhora, troco a sua filha por um piano, assim, podemos tocar os dois.

És um bilhete de primeira classe para o pecado.

Queria ser um patinho de borracha para passar o dia na tua banheira.

Deves estar tão cansada, passaste a noite às voltas na minha cabeça.

Posso não ser bonito como o Brad Pitt, nem ter os músculos do Schwarzenegger, mas a lamber sou uma Lassie.

Com uma montra dessas, imagino como é o armazém.

Ó filha, contigo era até partir os pés à cama.

Ó doce, anda cá a cima fazer uma festinha ao tareco.

 

 Duvidosos

Não és nada de se deitar fora, já tive pior e a pagar.

Podes não ser a rapariga mais gira, mas com a luz apagada também é bom.

Ó filha, tens carinha de modelo, mas o teu cu é um continente.

Com umas bóias dessas o Titanic não tinha ido ao fundo.

Com um piso desses deves ser mais rodada que a 2ª Circular.

 

Rancorosos

Ai não queres? Eu vi logo, gorda como estás é porque não suas muito.

Mau? Mau o quê? Disse algum disparate ou chupas aqui mesmo?

És mesmo esguia, pareces uma sereia: metade mulher, metade baleia.

Ó filha, com menos cu também se caga.

Ó filha, se o teu cu fosse uma torrada, precisava de um remo para o barrar.

Também só queria saber o teu nome para quando bater uma saber em quem estou a pensar.

Ó filha, só não sou teu pai por quinhentos paus.

 Ó filha, com esse atrelado só com carta de pesados

 

Fonte: Raposa Fixe, “Os 104 melhores piropos de sempre ” aproveite para visitar este fantástico Blog e deixar as suas impressões:

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