Política

Szijjártó da Hungria admite que manteve contacto com Moscovo enquanto a UE discutia sanções à Rússia

Mas Szijjártó, que é ministro dos Negócios Estrangeiros do governo do primeiro-ministro Viktor Orbán desde 2014, minimizou as acusações – e alegou que o seu telefone estava sob escuta.

Ele explicou que tem coordenado regularmente com vários ministros dos Negócios Estrangeiros de países não pertencentes à UE “em questões relacionadas com sanções”.

“Bom trabalho! Eles provaram que eu digo publicamente o mesmo que digo ao telefone”, acrescentou sobre os jornalistas de investigação, dizendo que há “há muito tempo” se sabe que serviços de inteligência estrangeiros interceptam as suas chamadas telefónicas.

“Há quatro anos que dizemos que a política de sanções é um fracasso, causando mais danos à UE do que à Rússia”, disse Szijjártó, acrescentando que “a Hungria nunca concordará em sancionar indivíduos ou empresas que sejam importantes para a nossa segurança energética ou para alcançar a paz”.

O porta-voz internacional da Hungria, Zoltán Kóvacs, disse ao POLITICO na segunda-feira que os contactos do ministro dos Negócios Estrangeiros com Lavrov da Rússia eram uma prática diplomática comum e que ele não trocou informações sensíveis.

“Ele não está falando sobre aqueles elementos que, na verdade, não pertencem aos russos; eles falam sobre questões de política pública que são da responsabilidade da União Europeia”, disse Kovács. Quer os líderes da UE “gostem ou não, ele… tenta ser o intermediário entre a Europa e a Rússia… para explicar porque é que as decisões estão a acontecer”, acrescentou.