Radev encorajou a Ucrânia a pedir a paz, não apoia o envio de armas para Kiev e diz que a sua insistência em que a Crimeia é “russa” reflecte simplesmente uma realidade estratégica. Ele também critica a adesão de Sófia ao euro este ano, argumentando que a nova moeda alimentou a inflação.
Nas suas observações após a votação na manhã de domingo, Radev disse que a eleição era uma oportunidade para “recuperar” o país dos oligarcas, mas também apelou a relações de “respeito mútuo” com Moscovo, com base no papel da Rússia na libertação da Bulgária do Império Otomano em 1878.
Embora estas posições o tenham ajudado a construir uma base de apoio a nível interno, ele evitou o confronto direto com o Ocidente e, em geral, acompanhou a corrente dominante europeia quando participou nas reuniões do Conselho Europeu em Bruxelas.
Os fundos europeus são vitais para o país membro mais pobre da UE e os líderes búlgaros têm tradicionalmente evitado qualquer atitude provocativa em Bruxelas, ao estilo do líder húngaro cessante, Viktor Orbán.
Um alto diplomata da UE disse que Radev não estava nem perto de Orbán como uma força perturbadora. Eles disseram que Radev estava em uma “liga muito diferente” no que diz respeito à sua capacidade e desejo de derrubar a política. Ele e outros como o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, “não chegam perto (de Orbán) em experiência, tenacidade, rede e ideias”, acrescentou o diplomata.
Nos dias anteriores à eleição, o ex-piloto do MiG-29 Radev rejeitou as acusações de que era pró-Rússia.




