Putin disse que a Rússia está pronta para “mostrar flexibilidade” em relação à proposta de acordo, informou o meio de comunicação ucraniano Ukrainska Pravda. Putin disse que a proposta dos EUA é uma versão “atualizada” daquela apresentada na cimeira do Alasca entre os líderes russos e americanos em agosto.
“Mas este texto não foi discutido connosco de forma substantiva”, disse Putin, de acordo com outros relatos da comunicação social. “A Ucrânia é contra. Aparentemente, a Ucrânia e os seus aliados europeus ainda têm ilusões e o sonho de infligir uma derrota estratégica à Rússia no campo de batalha”, disse Putin.
De acordo com o quadro dos EUA, a Rússia comprometer-se-ia a não atacar novamente e receberia a reintegração na economia global, incluindo o potencial alívio das sanções a ser discutido “caso a caso”. Moscovo também seria convidado a regressar ao G7 – que antigamente era o G8 antes da Rússia ser expulsa em 2014, após a anexação ilegal da Crimeia e a intervenção militar no leste da Ucrânia.
Alguns aspectos da proposta foram criticados por autoridades europeias e ucranianas na quinta-feira, alegando que ela apenas favorece Moscou e alertando que ceder à Rússia apenas encorajará Putin a atacar a OTAN em seguida.
O presidente dos EUA, Donald Trump, deu a Kiev o prazo final para o Dia de Ação de Graças, na próxima quinta-feira. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, disse na sexta-feira que a Ucrânia enfrentava uma “escolha muito difícil” ao considerar a proposta dos EUA. “Ou a perda de dignidade ou o risco de perder um parceiro importante”, disse Zelenskyy, referindo-se a Washington.
Os aliados da Ucrânia terão como objectivo “fortalecer” o plano dos EUA na cimeira do G20 que terá lugar este fim de semana na África do Sul, disse o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer. Nem Trump nem Putin estarão presentes na reunião do G20.




