Política

Presidente do Irã culpa EUA, Israel e Europa por alimentarem protestos violentos

Os protestos, que eclodiram no final de 2025, após um declínio acentuado da economia iraniana, foram recebidos com uma repressão governamental cada vez mais brutal, incluindo prisões em massa, assassinatos e um encerramento quase total da Internet. Organizações de direitos humanos dizem que milhares de pessoas foram mortas ou detidas. O Conselho de Direitos Humanos da ONU realizou uma sessão de emergência, observando que a violência contra os manifestantes nas últimas semanas é a mais mortal desde a revolução iraniana de 1979.

Em Washington, Trump prometeu repetidamente aos manifestantes que “a ajuda está a caminho”, enquanto as forças israelitas aumentaram a sua presença regional. Nas últimas semanas, Trump defendeu uma “nova liderança” no Irão e alertou para uma potencial acção militar em resposta à repressão.

A União Europeia designou na quinta-feira o Corpo da Guarda Revolucionária Iraniana como uma organização terrorista após a repressão. “A repressão não pode ficar sem resposta”, escreveu a principal diplomata da UE, Kaja Kallas, no X.

“A UE já tem sanções abrangentes em vigor contra o Irão – contra os responsáveis ​​pelas violações dos direitos humanos, pelas atividades de proliferação nuclear e pelo apoio de Teerão à guerra da Rússia na Ucrânia – e estou preparada para propor sanções adicionais em resposta à repressão brutal do regime aos manifestantes”, disse ela ao POLITICO no início deste mês.