Petro, um esquerdista e antigo rebelde, emergiu como um dos críticos mais veementes desta política externa dos EUA, aparecendo periodicamente na lista negra de Trump.
O presidente colombiano evitou qualquer farpa direta contra Trump, citando em vez disso a reunião de fevereiro na Casa Branca como um exemplo do diálogo intercontinental que deseja ver. Antes dessa reunião, Trump havia chamado Petro de “homem doente”; depois, ele disse que Petro era “fantástico”.
Durante a conversa com o POLITICO, que ocorreu na sala dourada da residência do embaixador colombiano em Viena, Petro reservou suas críticas mais duras ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e ao ex-assessor de Trump e bilionário Elon Musk.
Rubio defendeu a “civilização ocidental” ligada à “fé cristã” na Conferência de Segurança de Munique, em Fevereiro, identificando a migração em massa como uma crise que desestabiliza as sociedades “em todo o Ocidente”. Enquanto isso, Musk caracterizou a “empatia” como o calcanhar de Aquiles da civilização ocidental.
Petro condenou o que considerou como a promoção de uma “civilização branca, cristã e ocidental” e alertou contra a tentativa de reviver “a era das Cruzadas”. Tais slogans pertencem à história, disse ele, e gerariam um “enorme nível de violência dentro de cada sociedade”.
Em seguida, elogiou a diversidade da Europa, que descreveu como uma “vantagem”, apesar do potencial de conflito: “Acredito que compreender as sociedades na sua diversidade não significa anular a história europeia ou a história europeia na América”, disse ele.




