Saúde

Presidência polonesa da Presidência da UE destaca vitórias em saúde

A Presidência da UE da Polônia foi marcada por uma série de iniciativas fundamentais de saúde, destacando a ambição de Varsóvia de moldar a agenda de saúde pública do bloco. O culminar desses esforços foi destacado em uma reunião de alto nível convocada pelo Ministério da Saúde em 3 de julho.

Durante o mandato de seis meses, as autoridades polonesas avançaram prioridades legislativas e estratégicas centradas em quatro áreas-chave: salvaguardando a saúde mental da juventude na era digital, reforçando a prevenção do câncer, acelerando a transformação digital de sistemas de saúde e reforçando a segurança farmacêutica entre os estados membros.

O evento serviu como uma retrospectiva sobre a presidência da Polônia e uma plataforma para consolidar o suporte para reformas em andamento destinadas a melhorar a resiliência e a equidade nos cuidados de saúde europeus.

“A presidência não é apenas sobre prestígio e grande responsabilidade. É, acima de tudo, uma oportunidade de trazer questões verdadeiramente importantes para a agenda européia. A saúde é uma delas. Este foi o nosso tempo e nosso sucesso compartilhado”, disse Izabela Leszczyna, ministra da Saúde, durante suas observações de abertura.

Promoção da saúde, prevenção de doenças

A primeira prioridade foi a promoção da saúde e prevenção de doenças.

Durante a presidência polonesa, a prevenção foi apresentada como um investimento em vidas mais longas e saudáveis ​​para os cidadãos e uma maior resiliência dos sistemas de saúde. Houve uma forte ênfase no acesso à equalização aos cuidados preventivos, independentemente do local de residência de um paciente.

“Usar a presidência como um momento para construir estruturas duradouras de cooperação, iniciar o diálogo entre os estados e promover a prevenção como fundamento da política de saúde européia é uma contribuição duradoura da Polônia para o desenvolvimento da política de saúde comum da UE”, afirmou o Instituto Nacional de Oncologia, que colaborou com o Ministério da Saúde.

Segundo o Instituto, a Polônia fortaleceu sua posição como iniciador e líder em esforços de prevenção do câncer.

Saúde mental da juventude

Um segundo carro -chefe era o foco na saúde mental de crianças e jovens.

Durante a presidência polonesa, o Conselho da EPSCO adotou conclusões por unanimidade em 20 de junho de 2025 sobre a promoção e proteção da saúde mental da juventude na era digital.

O documento foi moldado através do diálogo e ouvindo as vozes dos estudantes da III High School da Gdynia. “Os jovens sabem melhor o que estão enfrentando. Suas experiências e vozes foram cruciais”, disse Katarzyna Kacperczyk, vice -ministra da Saúde.

Embora o documento contenha recomendações para apoiar a saúde mental dos jovens, o ministro Leszczyna enfatizou: “Este não é apenas um conjunto de conclusões compartilhadas. É um sinal que os representantes do Estado -Membro reconhecem a necessidade de ação aqui e agora”.

As conclusões adotadas solicitam aos países da UE que tomem medidas concretas para proteger efetivamente os jovens e tratá -los como parceiros iguais no desenvolvimento de estratégias nacionais.

“Também é um incentivo para a Comissão Europeia agir nessa área. É hora de padrões comuns que nos ajudarão a enfrentar melhor desafios e navegar na realidade digital”, disse Leszczyna.

Segurança farmacêutica

Durante a presidência polonesa, a Comissão Europeia apresentou a Lei de Medicamentos Críticos, uma nova lei da UE projetada para fortalecer a segurança farmacêutica e apoiar a produção de medicamentos essenciais e ingredientes farmacêuticos ativos (APIs) dentro da União.

Outra inovação foi a adoção de uma posição comum sobre a revisão do pacote farmacêutico, dando ao conselho um mandato para novas negociações com o Parlamento Europeu e a Comissão.

“Concluímos uma negociação que durou quase dois anos. Chegamos a um consenso, que muitos disseram que era quase impossível”, disse o ministro Leszczyna à mídia montada após o acordo do conselho sobre o novo pacote farmacêutico.

Os esforços do governo foram apoiados pela Associação Polonesa de Empregadores Farmacêuticos (PZPPF). Segundo a associação, o compromisso reduzirá os monopólios de medicamentos e acelerará a concorrência, levando a economia para o Fundo Nacional de Saúde e a disponibilidade mais ampla da terapia, permitindo que os fabricantes de medicamentos genéricos sejam mais rápidos no mercado do mercado.

“Os períodos de exclusividade são os mais longos do mundo na UE”, disse Krzysztof Kopeć, presidente do PZPPF, à Diário da Feira.

Ele acredita que a exclusividade do mercado em redução de um ano resultará em uma economia significativa para os sistemas de saúde, pois os preços dos medicamentos podem cair em até 80% quando surgirem a concorrência.

No entanto, Michał Byliniak, diretor geral do Infema, disse à EURACTIV que a redução da proteção da propriedade intelectual para empresas farmacêuticas inovadoras poderia tornar a Europa menos atraente para investimento e ameaçar o desenvolvimento de terapias inovadoras, a menos que barreiras e atrasos fundamentais no acesso ao paciente sejam abordados.

Transformação digital da saúde

A Polônia também se posicionou como líder na transformação digital da assistência médica, promovendo o desenvolvimento de padrões comuns para a troca de dados médicos e a implementação do espaço europeu de dados de saúde (EHDs).

Ao longo de inúmeras reuniões e conferências, a Comissão Europeia e os Estados membros reafirmaram seu compromisso e prontidão para uma cooperação adicional nessa área.

O Ministério da Saúde também destacou que a presidência polonesa estabeleceu a direção das discussões sobre a segurança digital dos sistemas de saúde, iniciando negociações sobre o plano de ação da Comissão Europeia para proteger hospitais e instalações médicas contra ameaças cibernéticas.

Também foi atraída atenção para a necessidade de fortalecer a segurança cibernética dos dispositivos médicos, enfatizando que o progresso tecnológico deve andar de mãos dadas com a responsabilidade e a proteção dos dados do paciente.

De acordo com o Ministério da Saúde, a Polônia está bem preparada para implementar o sistema EHDS, mas ainda são necessárias novas instituições e medidas de segurança de dados. “Os dados de saúde, para serem seguros, devem permanecer nas mãos do estado”, enfatizou Leszczyna.