Política

Polícia francesa é proibida de invadir palácio de Macron para investigar contratos do Panthéon

De acordo com um comunicado do Procurador Financeiro Nacional, Pascal Prache, a operação fracassada foi conduzida no âmbito de uma investigação ligada a contratos sobre a organização de cerimónias memoriais. Funcionários da presidência francesa disseram aos investigadores que não poderiam revistar o Palácio do Eliseu porque as instalações estão cobertas pela imunidade presidencial, disse o comunicado.

Os investigadores estavam investigando alegações de favoritismo, corrupção, tráfico de influência e conflito de interesses em relação à realização de cerimônias memoriais no Panteão de Paris, segundo declaração do promotor. O mausoléu do Panteão guarda os restos mortais de grandes homens e mulheres da França, e várias figuras ilustres, como a cantora franco-americana Josephine Baker, foram empossadas nos últimos anos.

De acordo com o jornal francês Le Canard Enchainé, que foi o primeiro a noticiar a tentativa de invasão ao Palácio do Eliseu, os investigadores estavam a investigar a razão pela qual uma empresa chamada Shortcut Events tinha recebido repetidamente contratos para organizar cerimónias no Panteão. Segundo o jornal, cada cerimónia custou 2 milhões de euros.

Os investigadores estão supostamente a investigar ligações entre a Shortcut Events e o Centro de Monumentos Nacionais, uma instituição francesa que gere o vasto património histórico do país.