Pode ver o património religioso da Feira guiado por figuras históricas

Pode ver o património religioso da Feira guiado por figuras históricas

Iniciativa tem lugar todos os dias às 17h15 e a participação é gratuita  

• As visitas percorrem espaços que pertenceram à Congregação de S. João Evangelista  | Foto: DR

A Viagem Medieval traz também “Visitas ao Património Religioso – Igreja Matriz de S. Nicolau da Feira” e os guias são voluntários que encarnam as personagens de individualidades históricas ligadas à Igreja e ao Convento dos Lóios. Uma iniciativa, coordenada por Roberto Carlos Reis, historiador, que não deve perder até porque a participação é gratuita e pela primeira vez em 80 anos pode ver a primitiva imagem do Mártir S. Sebastião.

São diversas as figuras históricas representadas pelos guias, destacamos D. Isabel de Castro e D. Gonçalo Pereira – avô de uma das figuras mais importantes da igreja Católica do seu tempo – ou o Santo Condestável, São Nuno Álvares Pereiral. 

Os visitantes são convidados a percorrer os espaços que pertenceram à Congregação de S. João Evangelista, mais conhecidos pelos Loios, onde podem ver os altares de talha dourada e imagens de santos, mas destacamos a do Mártir S. Sebastião e uma pintura barroca que retrata o Sermão de Santo António aos Peixes.

Esta visita guiada por entre gigantes da história de Portugal mostra aos visitantes os tesouros da talha dourada, das pinturas e das imagens da Paróquia de S. Nicolau da Feira. Percorre ainda locais que habitualmente não estão abertos ao público, como o coro-alto com um órgão de tubos de 1896, onde este ano está a ser recriada uma das celas dos frades dos Lóios. 

Durante 45 minutos, os personagens irão interagir com os visitantes; os participantes terão contacto com o nosso património e pela primeira vez em 80 anos, com a primitiva imagem do mártir S. Sebastião. 

Esta imagem está guardada, fora do culto. De acordo com Pedro Vilas Boas Tavares será “dos princípios de seiscentos e a que saía na procissão da Festa das Fogaceiras. Nos gostos oficiais parece ter-se preferido a virilidade à fragilidade, mas certamente foi a imagem mais venerada pelos feirenses na Igreja de S. Nicolau, na capela respetiva, hoje de invocação do Santo António”. 

A visita termina com a prova de regueifa doce da Feira, vinho fino e cerveja artesanal – esta degustação decorre após a visita nos claustros, acompanhada com música medieval e muito convívio.

Para o historiador Roberto Carlos Reis, estas “Recriações Históricas são uma ferramenta importante para a divulgação da História, desde que as mesmas sejam feitas com rigor: alimentação, música, teatro e artesanato”. 

O caso único na Europa de um doutoramento que aborda uma Recriação Histórica

 
 
 

O percurso de Roberto Carlos Reis começou em 2009, após vários anos de investigação e de trabalho de campo sob a orientação do Professor Norberto Santos defendeu o seu trabalho em provas públicas que decorreram a 23 de novembro do ano transato, tendo a receção da Carta Doutoral ocorrido no dia 1 de março, Dia da Universidade.

A tese de Doutoramento teve como tema “As Recriações Históricas em Portugal – Viagem Medieval em Terras de Santa Maria”, sendo esta recriação o objeto de “case study”, constituiu-se assim na primeira tese de doutoramento europeia sobre a temática das recriações históricas, e uma das poucas a nível mundial.

Esta tese de Doutoramento é a primeira que aborda a temática das Recriações Históricas, constituindo-se assim como num estudo aprofundado de um evento, que pelas mais diversas razões poderá estar na origem de uma nova indústria ligada ao Turismo, uma vez que permite a interligação de várias áreas (sector do têxtil e do calçado, restauração, teatro, música, dança, cenografia, figuração, marketing e design por exemplo) , promovendo uma dinâmica nova da economia, gerando riqueza e produtividade, bem como Benchmarking, neste caso a criação de um espaço temático que tenha como base a História da Terra de Santa Maria.

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