Vários legisladores liderados pela eurodeputada verde Tilly Metz disseram que um projeto para expandir um centro francês de primatologia contradiz o objetivo da UE de acabar com os testes em animais, em um carta enviado a Philippe Baptiste, ministro francês do Ensino Superior, na terça-feira.
Localizado no sopé da Montagne Sainte-Victoire, perto de Aix-en-Provence, no sul da França, o centro de primatologia está em funcionamento há décadas e está agora pronto para evoluir para o futuro Centro Nacional de Primatologia.
Gerenciada pelo Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), a estação anunciou planos para triplicar o número de primatas ali alojados até 2029.
“Um investimento público de 31 milhões de euros que acolhe até 1.800 primatas não humanos corre o risco de aumentar a sua utilização na investigação”, disse Tilly Metz, apontando para a oposição pública à vivissecção e para os planos da UE de eliminar gradualmente os testes em animais.
Os eurodeputados aconselham a França a seguir o exemplo dos Países Baixos, onde o governo decidiu redireccionar gradualmente os subsídios à investigação com primatas para a investigação sem animais.
Até à data, a França não tem “um centro nacional dedicado ao desenvolvimento e utilização de métodos não animais”, salientaram os signatários da carta.
Eles ressaltam que, de acordo com um enquete86% dos cidadãos franceses são a favor de uma proibição total dos testes em animais.
Há um mês, noutra carta interpartidária, Metz instou a Comissão a publicar o Roteiro para a eliminação progressiva dos ensaios em animais para avaliações de segurança química.
(Rh)




