O Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, que abraçou o plano de paz de Gaza, apelou no mês passado à comunidade internacional para “deter o enfraquecimento da Autoridade Palestiniana e da solução de dois Estados pelo governo israelita”.
Ele também afirmou a disponibilidade das instituições dentro da autoridade para assumir a responsabilidade administrativa por Gaza e ligá-la à Cisjordânia, com apoio e coordenação árabe e internacional.
‘Melhores ideias’ para combater a ideologia do Hamas
Nos últimos 20 anos, desde que deixou Shabak, Ayalon tem sido um defensor proeminente da solução de dois Estados. Ele argumenta isto tendo em mente o patriotismo e a segurança a longo prazo de Israel, bem como a partir de uma posição de autoridade baseada na sua experiência como antigo chefe do Shabak.
Ayalon assistiu à guerra em Gaza com exasperação crescente. Foi uma guerra justa no início, diz ele. Mas ele zomba de toda a ideia de que a paz se seguirá e que Israel estará seguro, assim que o Hamas for derrotado militarmente.
“Temos que nos perguntar: o que é o Hamas? É uma organização muçulmana radical com uma ala militar.” Dado que o Hamas é uma combinação de uma ideologia e de uma força militar, a ideia de vitória total é um disparate, pensa ele. “E sim, é possível derrotar a ala militar no campo de batalha – mas não é possível derrotar a sua ideologia com o uso do poder militar”, acrescenta.
São necessárias “ideias melhores” para derrotar uma ideologia, acredita ele. A solução de dois Estados – isto é, um Estado palestiniano independente e soberano ao lado de Israel – é a melhor ideia para combater o Hamas.




