Política

Plano de 90 mil milhões de euros da UE para financiar a Ucrânia está em perigo enquanto a Hungria bloqueia acordo

A ameaça da Hungria de vetar o empréstimo é um grande revés para a Ucrânia, cujos cofres começarão a ficar sem dinheiro a partir de Abril. Kiev terá dificuldades para sustentar o seu esforço de guerra sem novos fundos, deixando-o em desvantagem nas negociações de paz em curso com a Rússia.

Os primeiros sinais de problemas começaram no início da sexta-feira. O embaixador da Hungria na UE exigiu que a sua assembleia nacional obtivesse o padrão de oito semanas para examinar a legislação da UE durante uma reunião de enviados em Bruxelas, disseram três diplomatas da UE ao POLITICO.

Os embaixadores da UE deveriam dar a aprovação final do empréstimo antes de terça-feira, que marca o aniversário de quatro anos da invasão da Ucrânia pela Rússia.

Num novo confronto com Kiev, Orbán acusa o país devastado pela guerra de suspender o fornecimento de gás russo à Hungria por razões políticas. A Ucrânia rejeita estas alegações, argumentando que os ataques russos danificaram a infra-estrutura energética.

A Comissão Europeia convocou uma reunião de emergência no início desta semana para resolver a disputa sobre o gasoduto Druzhba, depois da Hungria e da Eslováquia retaliarem, suspendendo o fornecimento de diesel à Ucrânia.

Os líderes da UE, incluindo Orbán, concordaram com o empréstimo de 90 mil milhões de euros em dezembro, após meses de negociações tensas. Numa grande concessão, a UE isentou a Hungria, a Eslováquia e a Chéquia – que se opõem a conceder mais ajuda a Kiev – de reembolsar os custos do empréstimo.