Rede asiática produzia canábis em armazém na Feira

Rede asiática produzia canabis em armazém na Feira

Encomendas via Fed-Ex e Chronopost levantaram as suspeitas

▌Policia Judiciária: "uma produção altamente profissional" | Foto: PD/WP

Rede asiática utilizava armazém em Santa Maria da Feira para produzir canábis que tinha como destino principalmente Alemanha, França, Inglaterra, Holanda e Bélgica. A rede foi desmantelada com o apoio da Europol.
 
Hoje, 18 de novembro, em conferência de imprensa, a Polícia Judiciária comunicou ter apreendido “tonelada e meia de liamba” fabricada em dois armazéns industriais onde funcionavam nove estufas — um dos espaços estava localizado em Santa Maria da Feira o outro em Vila Nova de Gaia.
 
Avelino Lima, coordenador de investigação criminal na PJ do Porto, afirmou que os cerca de 5.300 pés de plantas de canábis apreendidos equivalem a cerca de “uma tonelada e meia de liamba” e tinham como principal mercado a Alemanha, França, Inglaterra, Holanda e Bélgica.
 
A Polícia Judiciária avançou que as plantas apreendidas apresentavam “diferentes estados de crescimento, divididos em nove estufas autonomizadas, com sistemas de aquecimento, extração de ar e ventilação, num processo altamente sofisticado de produção” e de “acondicionamento em vácuo”. Avelino Lima confirmou ainda que a mercadoria seguia para exportação pela mão de uma “organização asiática” que se dedicava à produção de canábis em quantidades industriais. Atendendo ao nível de produção, a Polícia Judiciária, afirmou também ter uma “forte convicção” de que os indivíduos estariam a proceder ao furto de eletricidade à EDP, porque a dimensão da produção em questão “obriga a consumos muito elevados”. A estrutura montada nos armazéns pela organização criminosa era também de elevado valor e a mesma fonte sublinhou que “investiram mesmo muito dinheiro. Tem tudo o que é necessário para fazer uma produção altamente profissional e, até, empresarial”.
 
Quanto ao valor da apreensão Avelino Lima sublinhou “largos milhares de euros”, mas o valor certo ficou por determinar uma vez que as plantas apreendidas apresentavam várias fases de crescimento o dificulta a sua avaliação no mercado. 
  
O coordenador da investigação confirmou  ainda que a operação contou com o apoio da Europol e foram detidos uma mulher de 42 anos e um homem tem 47 anos, ambos cidadãos de “nacionalidade de um país asiático”, tendo-lhes sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva — o homem fica na prisão de Custóias, a mulher em Santa Cruz do Bispo.
 
De acordo com a mesma fonte, “o homem é residente em Portugal há cerca de 20 anos” e tinha como profissão “empregado de mesa”; a mulher estava legalizada em Espanha por isso, com acesso ao espaço Schengen.
  
Avelino Lima explicou que a investigação arrancou há cerca de dois meses e teve na sua origem uma encomenda suspeita com cerca de 10 quilos de canábis para a Alemanha que seguia por correio especial em empresas como, por exemplo, a FedEx ou a Chronopost.
 
As plantas apreendidas serão destruídas num prazo de cinco dias. 

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