Quase dois terços das perdas ocorreram desde 5 de agosto, quando Effis mostrou apenas 380.000 hectares queimados. A grande maioria dos incêndios ocorreu na Península Ibérica.
A Espanha é responsável por mais de 400.000 hectares queimados, enquanto em Portugal muito pequeno, as chamas consumiram mais de 270.000 hectares-ou 3 % de todo o território do país. Na Espanha, onde os registros se estendem para a década de 1960, este ano é a pior temporada de incêndio desde 1994, de acordo com dados do governo.
Ambos os países sofreram calor queimando nas últimas semanas, dessecando florestas e transformando a península em uma caixa de Tinder. As mudanças climáticas estão exacerbando o risco de incêndios florestais, trazendo ondas de calor e secas mais frequentes e intensas.
Mas os cientistas dizem que o principal fator dos incêndios catastróficos na Espanha e Portugal é uma superabundância de vegetação inflamável nas terras abandonadas e o fracasso das autoridades em tomar medidas preventivas. O promotor especial da Espanha para questões ambientais nesta semana abriu uma investigação sobre a falta de planos de prevenção de incêndio.
Os incêndios florestais também liberam grandes quantidades de dióxido de carbono que aquece planeta, com a UE em trilhos para um novo recorde potencial para poluição relacionada ao fogo, mostra os dados de Effis.




