Orbán falava aos jornalistas após a cimeira do Conselho Europeu, onde os líderes da UE concordaram em emprestar conjuntamente 90 mil milhões de euros para enviar ajuda financeira à Ucrânia.
A Hungria, a Eslováquia e a Chéquia optaram por não participar no programa para financiar Kiev, consolidando a sua aliança céptica com a Ucrânia e desferindo outro golpe na unidade da UE depois de os líderes não terem conseguido chegar a um acordo sobre a utilização de mais de 200 mil milhões de euros em activos estatais russos congelados para ajudar a Ucrânia.
Orbán também revelou antes da cimeira da UE de quinta-feira que o presidente russo, Vladimir Putin, tinha avisado o líder húngaro que Moscovo tomaria contramedidas se a UE utilizasse recursos russos para ajudar a Ucrânia.
Segundo Orbán, Putin disse-lhe que haverá “uma resposta forte utilizando todos os instrumentos do direito internacional, e que terão em conta a posição de cada Estado-membro individual da união”.
“Portanto, nós, húngaros, protegemo-nos”, disse Orbán.




