Opinião: “Um novo rumo….”

Um novo rumo…

Nos meus quase 30 anos de existência, apresento-me perante vós como uma pessoa revoltada, mas otimista; cansada, no entanto, com vontade de lutar por algo melhor; descontente com o rumo político que foi trilhado pelo nosso País, mas crente num futuro melhor.

Há 45 anos deu-se o 25 de Abril de 74, momento fundamental de libertação de um povo que vivia sob o jugo de um poder autoritário, em que as pessoas não podiam perfilhar as mais diversas ideologias e que a grande parte da população vivia com escassos rendimentos. Quase meio século volvido, após conquistada a Liberdade, depois da adesão à Comunidade Económica Europeia (ora UE), após ter serem embolsados pelo Estado Portugal milhares de milhões de euros para que o País convergisse com o crescimento europeu, esse desígnio não foi atingido.

Em 50 anos, conquistaram-se direitos essenciais para os cidadãos, a sociedade portuguesa adaptou-se aos valores comunitários e o dinheiro vindo da UE permitiu que o País – principalmente Lisboa – se aproximasse das suas congéneres capitais europeias.

Paralelamente, o país passou por 3 bancarrotas, apresentou e apresenta uma dívida pública galopante e continua arredada na cauda da Europa. Portugal ocupa o honroso 3.º lugar na tabela do crescimento económico dos países da zona euro…mas pasme-se: no 3.º lugar a contar do fim!

Foi por isso que escolhi seguir um rumo ideológico diferente, visto que partidos e políticas aplicadas por aqueles do Arco do Poder (PS, PSD, CDS, BE e PCP) são, em pleno século XXI, o espelho de políticas aplicadas no século passado. 

Percebe-se que o atraso que Portugal leva face aos restantes países europeus se deve, na sua grande maioria, às políticas que foram sendo aplicadas, sem sucesso, ao longo dos tempos. Acredito verdadeiramente que o País necessita de políticas novas, políticos que defendam com unhas e dentes a descida de impostos gerais quer para as empresas, quer para os cidadãos. O Estado Português precisa de efetuar cortes cirúrgicos na despesa que efetua, pois, se não o fizer, quem continuará a pagar essa despesa seremos nós. Portugal, com o governo da geringonça, aplicou uma carga fiscal de 35,4% do PIB, sendo esse o recorde dos últimos anos – mesmo comparando com anos da presença da Troika em Portugal. 

As gerações mais novas estão afastadas do debate político, mas devem mobilizar-se visto tratar-se do seu Futuro. A título de exemplo, temo verdadeiramente que quando eu atingir a idade de acesso à reforma, correr o risco de já não haver dinheiro para pagar o que contribui ao longo da vida. No entanto, não vejo nenhum partido minimamente interessado em falar nesta questão, sabe porquê? Respondo: é um assunto sensível e faz perder votos.

A economia cresce palidamente, as insolvências continuam a aumentar, há mais de dez anos que este fatídico acontecimento tem roubado riqueza ao País. A única forma que Portugal tem de crescer de forma sustentada é a criar condições para que as empresas abram e invistam em Portugal, e como? Reduzindo impostos.

As pessoas estão asfixiadas pelos impostos que pagam, pelos baixos salários, por políticas que pesam cada vez mais na sua carteira, única e exclusivamente pelo facto de o Estado aumentar cada vez mais a sua despesa.

Eu resolvi procurar uma ideologia e um partido que fossem o espelho das minhas convicções pessoais e descobri a Iniciativa Liberal. Sim, somos novos. Sim, não somos políticos, nem politiqueiros. Antes, somos um conjunto de cidadãos preocupados que defende que o Estado não deve intervir desta forma na vida das pessoas, nem deveria ter o poder que tem para decidir a percentagem que se arroga como dono dos nossos rendimentos.

Nas próximas crónicas dar-vos-ei a conhecer de forma pormenorizada as nossas ideologias e propostas. E faço-vos um convite: leiam-nas e pensem sobre o estado atual do país e aquilo que defendemos. E rapidamente chegarão à conclusão que, de facto, somos uma verdadeira e renovada alternativa para o nosso País.

Para algumas pessoas as nossas propostas poderão assustar, mas exige-se ao povo Português a sua tão reconhecida coragem. Afinal de contas, se os nossos navegadores não a tivessem tido, nunca teríamos dado mundos ao Mundo.

 

Filho, Esposo, Advogado, Liberal e Desportista. Licenciado e Mestre pela Faculdade de Direito da Universidade de Porto, a exercer advocacia em Lisboa, com forte interesse pelo debate de ideais políticos do País e do Concelho e cidadão de causas e de pessoas.

Daniel Melo | Iniciativa Liberal
Advogado