Opinião: Eleições no PSD – o melhor para Santa Maria da Feira

Opinião: Eleições no PSD - o melhor para Santa Maria da Feira

No mundo empresarial, existe uma distinção entre o Chefe e Líder. A diferença é clara: o Chefe é quem chega a determinado cargo sem que lhe reconheçam mérito ou por linhas travessas ou porque é amigo de alguém. O Chefe pensa no poder de uma forma autoritária e centralizada, responsabiliza os outros quando alguma coisa corre mal, é vingativo, faz-se rodear apenas por yes men. Um Chefe não está interessado em consensos e gosta de comprar guerras. Já um Líder é respeitado mas sem ser temido, trabalha em equipa, desenvolve uma relação social com base na colaboração e faz questão que todos tenham uma palavra nas decisões importantes a tomar. Um Líder é um gerador de consensos, um apaziguador, alguém que ouve ideias contrárias e tenta com elas construir algo de positivo para todos e para um objetivo maior do que ele mesmo.

No último Congresso Nacional do PSD, eu vi um Chefe acabado de eleger e um Líder. Quando Rui Rio apresentou a sua direção, viu-se o espanto do Congresso por ver nomes como Elina Fraga e Mónica Quintela, nomes desconhecidos no PSD, e havia o desagrado a pairar no ar com notícias que davam conta de alegados esquemas eleitorais em Ovar, com autocarros de militantes trazidos às urnas e a certeza de que deputados com uma enorme competência seriam afastados pela Direção do Partido por se recusarem a ser acríticos.

Por outro lado, o Congresso reconheceu um Líder. Quando Luís Montenegro assumiu o palanque e fez o seu discurso onde disse que “ia andar por aí e não ia pedir permissão a ninguém para assumir as suas responsabilidades”, arrancou do congresso o maior aplauso da noite, um aplauso de pé, maior que o do Chefe, maior do que o de qualquer elemento da sua direção. Um aplauso que lhe transmitiu a mensagem de que era ele que devia estar a liderar o partido naquele momento.

Agora, chegou a vez de os militantes do PSD concretizarem o que eu vi no Congresso e deixarem o seu Líder assumir o seu devido lugar.

 E espera-se que este Líder o seja na verdadeira definição da palavra: um homem de consensos, que ouça as bases e respeite as decisões tomadas pelas estruturas locais, que dê uma verdadeira voz aos jovens e não os use como peões apenas para enfeitar cartazes de campanha. Um Líder aberto a consensos à direita moderada e que faça o PSD avançar no sentido de ser um partido progressista e reformista. 

No que me diz respeito, um Líder que já tenha vindo reconhecer que Santa Maria da Feira e os seus autarcas estão a desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento de uma região, principalmente na cultura e na atração de investimento gerador de emprego qualificado. Um Líder que perceba que são estas pessoas, pessoas de trabalho no terreno, que o PSD precisa e não de círculos de amigos, com projetos pessoais de poder, que nunca fizeram nada por ninguém. Quando os militantes do PSD forem votar no sábado têm de perceber que não estão apenas a votar num candidato a Primeiro-ministro, mas um candidato com influência direta no seu Concelho, na sua Freguesia, na sua rua. Um candidato que reconheça o valor do trabalho das associações culturais em vez de as extinguir, um candidato que, por exemplo, foi capaz de sair do seu gabinete e vir a São João de Ver falar com os militantes de base do PSD, um candidato a quem deve ser dada a hipótese de ser um cavalo ganhador e não um que já perdeu duas corridas.

Contadas todas estas características, e ainda que os seus telefones possam estar a tocar com indicações no sentido contrário, a melhor opção de voto para os militantes de Santa Maria da Feira é, sem dúvida, Luís Montenegro, alguém que finalmente reconhece o valor de Santa Maria da Feira para o país, alguém que poderá fazer uma diferença real e direta nas vidas dos feirenses.

Luís Montenegro será o Líder, e não o Chefe, que o PSD precisa.

Tradutor de profissão, entusiasta da estratégia de comunicação e do marketing digital. Militante social-democrata e liberal que tenta praticar desporto todos os dias. Defensor implacável da causa animal e orgulhoso malapeiro.
Paulo Pinto
Tradutor

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