Opinião: As parcerias público-privadas e o SNS

Opinião: As parcerias público-privadas e o SNS

As parcerias público-privadas vão acabar na saúde, de acordo com propostas de alteração à lei de bases da saúde, acordadas entre o obediente governo socialista e o bloco de esquerda, bem como as taxas moderadoras nos centros de saúde e exames prescritos pelo serviço nacional de saúde. Mas então quem vai efetivamente pagar a fatura destas “míseras” despesas Públicas? 

A retórica desta questão é facilmente destruída pois é a classe média trabalhadora que vai ser chamada a pagar esta despesa, tal como tem sido sempre chamada a pagar a fatura dos governos socialistas e o seu brutal aumento de impostos indiretos. 

Importa perceber que as PPP têm como base o interesse público e as necessidades de saúde das populações, não estando entregue ao livre jogo do mercado ou à comercialização de cuidados de saúde. 

A coexistência do SNS com as PPP é fundamental devendo, na minha opinião, o SNS ter sempre um papel predominante.

 Não podemos, no entanto, pensar como os governos de esquerda, nomeadamente o partido socialista com a sua atabalhoada geringonça, que pretende erradicar do sistema estas gestões hospitalares que oferecem aos portugueses tratamentos de excelência, aliados a uma poupança para os contribuintes, movidos apenas por questões ideológicas sem fundamento ou provas concretas. 

Os hospitais do SNS geridos por PPP são, comparativamente aos hospitais geridos pelo sector público economicamente mais eficientes como foi o caso do hospital de Braga, mas também vantajosos na qualidade dos serviços prestados ao utente como mostraram os dados da ERS (Entidade Reguladora da Saúde) que evidenciaram três hospitais em regime de PPP como líderes na mais recente avaliação do Sistema Nacional de Avaliação em Saúde sobre Excelência Clínica. Tendo sido estes os mais escortinados em toda a história dos hospitais Portugueses, bem como os que mais pagaram ao Estado e que menos receberam em função do serviço prestado. 

Concluindo, as PPP devem existir sim, sempre que delas surjam benefícios reais para os utentes e contribuintes. Para isso o estado deve promover a realização de bons contratos, bem como efetiva fiscalização, sendo que é muito importante fazê-la cumprir-se pois é pela falta de fiscalização bem como a defesa do aulicismo por parte deste Governo que o Serviço Nacional de Saúde se encontra no estado que atual.

Pedro Santos licenciado em imagem médica e radioterapia pela universidade de Aveiro. Atualmente desempenha funções de técnico de medicina nuclear na empresa Lenitudes Medical Center and Research. É também membro da comissão política JSD de Santa Maria da Feira
Pedro Santos
Técnico de Medicina Nuclear

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