Na altura em que os relatórios surgiram, Várhelyi disse à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que “não tinha conhecimento” dos alegados esforços húngaros, uma negação que repetiu na segunda-feira.
“Não tinha conhecimento desta afirmação feita na imprensa”, disse ele aos eurodeputados em resposta a uma pergunta do legislador dos Verdes, Daniel Freund.
Freund perguntou ao comissário se ele tinha conhecimento de alguma das atividades supostamente desenvolvidas pela representação permanente húngara na UE, onde trabalhou desde 2011 e dirigiu desde 2015.
Funcionários húngaros que trabalhavam nas instituições da UE na altura descreveram a rede ao POLITICO como um segredo aberto na capital belga.
Na sequência dos relatos dos meios de comunicação social, o líder da oposição húngara, Péter Magyar — que também trabalhou na representação permanente húngara sob Várhelyi — acusou-o de ocultar informações sobre o seu tempo como embaixador.
“Na minha opinião, Olivér Várhelyi, o atual Comissário da UE e ex-embaixador da UE (e meu ex-chefe), não revelou toda a verdade quando negou isso durante a investigação oficial outro dia”, escreveu Magyar num post no Facebook.




