Faz xixi na piscina? Então este artigo é para si.

O verão está aí: pense duas vezes antes de fazer xixi nas nossas piscinas

Peço-lhe que pelo menos evite o xixi nas piscinas de Santa Maria da Feira, porque vou a essas.

• A Maria acabou de mergulhar para o desconhecido.

É verdade – toda a gente faz xixi na piscina. E não sou eu que o digo é a afirmação de muitos químicos, em especial Ernest Blatchley, que com anos de estudo confirmam aquilo que secretamente (quase) todos fazemos (eu cá, sou inocente, juro). 

Sentimos o cloro nas piscinas respiramos fundo, damos um suspiro sentido, fechamos os olhos e…. “quentinho…”   — confiamos no poder da limpeza que esses produtos e subprodutos químicos têm na água. É aqui que entra o Sr. Ernest Blatchley, engenheiro químico na Universidade de Purdue, diz ele que “há a perceção que podemos fazer xixi na piscina porque o cloro vai matar as bactérias. Embora seja parcialmente verdade, porque efetivamente o cloro mata a bicharada, o homem da bata avisa que o cloro não consegue eliminar fluídos corporais”,  porque os subprodutos químicos que resultam da mistura entre a sua urina e do cloro não são tão benignos quanto pensa. 

Em termos químicos a sua urina é composta por muitas substâncias, que podem interagir com o cloro, mas de todas elas — o ácido úrico e alguns aminoácidos representam a maior ameaça – estas, quando reagem com o cloro, criam tricloramina (CNCl) e cloreto de cianogênio (NCl3). Ambos são prejudiciais à saúde quando a sua concentração é alta o suficiente.

O problema, de acordo com Blatchley, é que é difícil determinar o grau de concentração desses produtos na piscina e isso depende muitos fatores: quantas pessoas estão na água,  quanto tempo passou desde que alguém a mudou, a mistura e a sua temperatura.

 

Até Michael Phelps – um ícone de natação  — admitiu fazer xixi na piscina, comentando que o cloro mata tudo, “então não é mau de todo”.

Verdade, verdade é que confio mais no Sr. Blatchley do que num gajo que faz xixi na piscina.

No caso de estar com dúvidas da minha seriedade jornalística, a prova que o amigo Michael é um suíno aquático está AQUI, nesta entrevista da “Business Insider”.

Anabela, isso não é sexy. Acredita.

Assim resumindo a tricloramina pode causar problemas respiratórios quando inalada, especialmente em pessoas que já têm asma ou bronquite. Outro dos problemas é na pele, estas misturas também causam irritação – e é o que cria aquele cheiro de piscina dominante que irrita os seus olhos. O cloreto de cianogênio também é um abrasivo, e pode até afetar a capacidade do corpo de usar oxigénio. 

 

O engenheiro ainda acrescenta que, a propósito desta xixizada toda, “nós, como cultura, evoluímos para torná-lo inaceitável. Se as pessoas entendessem a química das piscinas, ninguém submeteria seus vizinhos ao cloreto de cianogênio. 

O Tomás colabora com o Diário da Feira onde geralmente é-lhe pedido para escrever sobre uma variedade temas que mais ninguém quer escrever (ou saber), sempre com receio de represálias, demonstra-se jornalista cobarde, de qualidade inferior e indigno de representar a classe.
Tomás Santos-Morteiro
Ovelha Negra

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