Os promotores procuraram penas de prisão de mais de dois anos, alertando o incidente poderia ter despertado apagões e picos de preços de energia.
O incidente alimentou as chamadas para reprimir a “frota de sombras” da Rússia e levou a OTAN a intensificar as patrulhas do fundo do mar após uma série de interrupções de cabo na região.
O julgamento também foi visto como um caso de teste para responsabilizar os atores por ataques à infraestrutura crítica do fundo do mar. Mas entrou em colapso nas disposições da lei marítima e dúvidas sobre a intenção.
O tribunal ficou do lado da defesa, decidindo os danos ocorreram fora da jurisdição finlandesa e ordenando que o Estado reembolse as honorários legais dos réus.
Os juízes reconheceram que as quebras de cabo causaram danos econômicos às empresas finlandesas, mas disse que o risco de apagões generalizados era improvável, pois exigia “outros distúrbios graves” ao lado do clima extremo.
Os três réus, que negaram qualquer irregularidade, foram impedidos de deixar a Finlândia por nove meses, mas partiram em setembro, depois que a proibição de viagens foi levantada.




