Os comentários da chanceler seguem-se a mais de duas semanas de manifestações antigovernamentais a nível nacional no Irão, que começaram devido à situação económica devastadora do país. De acordo com o grupo Iran Human Rights, com sede em Oslo, o regime de Teerão – dirigido pelo líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei – matou mais de 600 manifestantes e prendeu mais de 10 mil numa repressão brutal.
Na sexta-feira, Merz emitiu uma declaração conjunta com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o presidente francês, Emmanuel Macron, condenando a repressão. “Estamos profundamente preocupados com os relatos de violência por parte das forças de segurança iranianas e condenamos veementemente o assassinato de manifestantes”, afirmou o comunicado.
A principal diplomata da UE, Kaja Kallas, anunciou na segunda-feira que está preparada para pressionar por sanções mais duras ao Irão.
Na Alemanha, o bloco conservador de Merz há muito que apoia a colocação do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão na lista de terroristas da UE. Recentemente, os principais legisladores conservadores alemães pressionaram os seus próprios ministros para que tomem medidas sobre esse assunto.
Os comentários de Merz ocorreram horas depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar planos para impor tarifas de 25 por cento aos países que continuam o comércio económico com o Irão.




