Política

O principal tribunal da Rússia proíbe o ‘movimento satanista’ inexistente

Apesar do nome oficial, o “movimento internacional dos satanistas” não parece existir, pelo menos não sob esse apelido. A consultoria independente de notícias em língua russa, Meduza, com sede na Letônia, escreveu que a Suprema Corte já havia “também proibiu outros movimentos fictícios”, como o “Movimento Internacional LGBT” e depois “usou essa designação para perseguir LGBTQ+ indivíduos e o censor de obras artísticas”.

Sem se deixar deixar, o escritório do promotor acusou os satanistas de incitar a violência contra instituições religiosas e se envolver em “destruição, dano e profanação de igrejas ortodoxas” e ligou o movimento a “nacionalismo radical e neonazismo”.

O vice -ministro da Justiça da Rússia, Oleg Sviridenko, disse que a proibição foi o resultado de esforços coordenados entre a aplicação da lei e o judiciário “dentro do âmbito do controle estatal, destinado a proteger os interesses nacionais e fortalecer a segurança pública”.

A igreja ortodoxa russa e os legisladores conservadores pediram anos para que a ideologia satanista fosse proibida. Em abril, a Câmara do Parlamento da Rússia, o Estado Duma, sediou uma mesa redonda no combate ao satanismo e outras crenças consideraram uma ameaça ao estado russo.

A decisão aumenta a uma lista crescente de movimentos ideológicos e religiosos direcionados pela lei do extremismo da Rússia em 2002, argumenta que os críticos de ferramentas têm sido usados para sufocar as críticas à igreja ortodoxa russa e às políticas do Kremlin.