Política

O caminho estreito e perigoso da UE para o acordo comercial com o Mercosul

Mas o clima no Parlamento Europeu e em algumas capitais tornou-se volátil.

E com o tempo a aproximar-se da data provisória de 20 de Dezembro para a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, voar para o Brasil para uma cerimónia formal de assinatura, o caminho para esse resultado bem-sucedido está a estreitar-se.

O embaixador do Brasil na UE, Pedro Miguel da Costa e Silva, está otimista de que o acordo, que levou 25 anos para ser elaborado e criaria uma área de livre comércio abrangendo quase 800 milhões de pessoas, ainda pode ser alcançado.

“O que vai acontecer será exactamente o que aconteceu com outros acordos que a UE negociou com outros países: no início houve muita reação, mas de repente as pessoas descobriram que era uma equação de benefício mútuo”, disse Costa e Silva num evento em Bruxelas na semana passada.

Para fechar o negócio a tempo, tudo precisa dar certo. Os legisladores europeus devem primeiro aprovar as salvaguardas adicionais, após o que o Conselho, o braço intergovernamental da UE, precisa então de assinar o acordo mais amplo. Por último, a Comissão deve assiná-lo.

Parlamento desencadeado

O Parlamento testemunhou cenas caóticas nos últimos dias, enquanto legisladores pró-Mercosul tentavam, sem sucesso, acelerar a votação para aprovar as salvaguardas.