Política

Novas regras de fusão não são uma carona para os campeões europeus, diz Teresa Ribera

Ribera, que como vice-presidente executivo ocupa o segundo lugar, atrás da presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, aplica a política antitruste em todo o bloco de 27 países. Os seus comentários contrastam com os apelos do seu chefe para fomentar “campeões” empresariais europeus que possam resistir aos exportadores mundiais da China e aos titãs tecnológicos dos EUA.

O comissário espanhol disse que a reestruturação industrial de sectores como as telecomunicações foi dificultada pela fragmentação dos mercados nacionais, e não pelas regras de fusão do bloco.

“É preciso provar que há benefícios que desfrutaremos no futuro. E não apenas: quero ser grande”, disse ela.

Ribera também emitiu um alerta específico aos países membros tentados a utilizar a nova resiliência e as excepções de segurança das directrizes para escolher os vencedores nacionais.

“Também convidamos as autoridades nacionais de concorrência e os governos nacionais a compreenderem de forma muito contida o que isto pode significar”, disse ela.

As suas observações seguem-se à intervenção da Itália na oferta do UniCredit, com sede em Milão, ao rival local Banco BPM, e às condições estabelecidas pelo governo espanhol nas tentativas do BBVA de adquirir o Sabadell. Ambos desencadearam processos judiciais na Comissão, alegando que os respetivos governos estavam a violar as regras da UE em matéria de liberdade de estabelecimento e de circulação de capitais.