Política

Nova estratégia de defesa dos EUA rebaixa a Europa e eleva a Groenlândia à prioridade americana

O documento argumenta que a Europa é económica e militarmente capaz de se defender, observando que os membros da NATO não-EUA superam a Rússia em escala económica e estão, portanto, “fortemente posicionados para assumir a responsabilidade primária pela defesa convencional da Europa”.

Ao mesmo tempo, a estratégia coloca ênfase na Gronelândia, listando explicitamente a ilha do Árctico – ao lado do Canal do Panamá – como terreno que os EUA devem assegurar para proteger os interesses do seu país.

O Pentágono afirma que fornecerá ao presidente “opções credíveis para garantir o acesso militar e comercial dos EUA a terrenos-chave desde o Árctico até à América do Sul, especialmente a Gronelândia”, acrescentando que “garantiremos que a Doutrina Monroe seja mantida no nosso tempo”.

Este enquadramento alinha-se com a recente retórica do Presidente Donald Trump sobre a Gronelândia, que perturbou as capitais europeias e alimentou preocupações sobre as intenções a longo prazo de Washington no Árctico.

A estratégia de defesa baseia-se na Estratégia de Segurança Nacional da administração Trump, divulgada em Dezembro, que reformulou o Hemisfério Ocidental – em vez da Europa – como a principal arena para defender a segurança dos EUA.

Embora o documento anterior tenha ido mais longe na crítica à trajectória da Europa, ambas as estratégias sublinham o envolvimento contínuo, aliado a uma expectativa clara de que os aliados europeus assumirão cada vez mais a liderança nas ameaças mais próximas de casa.