Política

Mortes por Ebola aumentam 30% enquanto Berlim se prepara para receber paciente

As medidas que excluem especificamente os estrangeiros são ineficazes, disse Jeanne Marrazzo, chefe da Sociedade de Doenças Infecciosas da América. “As doenças não têm passaporte”, disse ela em comunicado.

“O caminho mais rápido para proteger todos os países do mundo é apoiar agressivamente o controlo de surtos na origem”, disse na terça-feira Jean Kaseya, chefe dos Centros Africanos de Controlo e Prevenção de Doenças.

“A segurança sanitária global não pode ser alcançada apenas através das fronteiras. É alcançada através de parceria, confiança, ciência e investimento rápido na preparação e capacidade de resposta”, acrescentou.

Entretanto, o médico americano transferido para a Alemanha, Peter Stafford, trabalhou para a organização missionária norte-americana Serge e tratou pacientes com Ébola no Hospital Nyankunde, em Ituri.

Stafford era um dos três médicos que tratavam de pacientes na região quando o surto começou. Os outros dois médicos – sua esposa, Rebekah Stafford, e Patrick LaRochelle – ainda não apresentaram sintomas, segundo Serge.

O Departamento de Estado dos EUA disse na segunda-feira que está a coordenar “uma resposta abrangente” ao surto de Ébola, “trabalhando em estreita colaboração com (os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA) e os militares dos EUA na potencial repatriação de americanos afetados, com base na exposição avaliada e nas necessidades de saúde”.