Política

Merz, Meloni e aliados castigam Israel pela violência dos colonos na Cisjordânia

Os países europeus têm aumentado constantemente as suas críticas a Israel nos últimos meses, e até apoiantes ferrenhos como Merz e Meloni – os líderes conservadores mais proeminentes da UE – assumiram uma posição notavelmente mais dura em relação às ambições expansionistas.

Um vídeo divulgado esta semana mostrando o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, provocando ativistas que Israel deteve no caminho para entregar suprimentos a Gaza levou as críticas a novos patamares.

Na sua declaração conjunta, os líderes francês, alemão, italiano e britânico apelaram a Israel para pôr fim à expansão dos colonatos, garantir a responsabilização pela violência dos colonos e “respeitar a custódia Hachemita sobre os Locais Sagrados de Jerusalém e os acordos históricos do status quo”. Eles também instaram Israel a levantar as restrições financeiras à Autoridade Palestina.

O comunicado acrescenta que as empresas que concorrem a concursos de construção na área de desenvolvimento E1 devem estar “conscientes” das potenciais consequências jurídicas. Além disso, na sexta-feira, o primeiro-ministro holandês, Rob Jetten, anunciou que a Holanda iria proibir mercadorias provenientes de assentamentos israelenses ilegais.

No Verão passado, a chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, também criticou Israel por avançar com o plano de resolução do E1. Ela alertou que a construção de assentamentos na área “cortaria permanentemente a contiguidade geográfica e territorial entre Jerusalém Oriental ocupada e a Cisjordânia” e “cortaria a conexão entre o norte e o sul da Cisjordânia”.