Ele acrescentou: “Não desistirei da relação transatlântica e não desistirei da cooperação com Donald Trump”.
Merz procurou no domingo minimizar a substância da disputa, particularmente a ameaça de uma retirada das tropas dos EUA, enquadrando-a como parte de um planeamento militar de longa duração, em vez de uma ruptura repentina.
“Há um contingente de soldados americanos na Europa que (o antigo presidente dos EUA) Joe Biden estacionou aqui numa base temporária. A sua retirada tem sido discutida há algum tempo”, disse ele, observando que Washington muda frequentemente as suas forças a nível global.
No que respeita ao apoio militar, contudo, o quadro é mais incerto. O compromisso dos EUA, assumido em 2024, de fornecer mísseis Tomahawk de longo alcance à Alemanha – que ainda não foram entregues – não foi renovado sob Trump, aumentando a preocupação na Europa sobre as atuais lacunas de dissuasão contra a Rússia.
“Recebemos um compromisso de Joe Biden para entregar mísseis Tomahawk. Donald Trump não repetiu isso. Ele não nos deu esse compromisso até agora”, disse Merz.
No entanto, a chanceler sugeriu que a questão pode ser menos política do que prática: “Na minha opinião neste momento, não existe objectivamente qualquer possibilidade por parte dos EUA de fornecer tais sistemas de armas”.




