Em entrevista ao TG1, Meloni disse que optou por viajar para o Golfo “como um gesto de solidariedade” com os aliados regionais. Mas ela admitiu que a viagem também teve o objectivo pragmático de garantir o acesso de Roma ao petróleo da região.
O encerramento do Estreito de Ormuz, através do qual correm cerca de 20% do petróleo e do gás natural que alimenta a economia global, está a ter um grande impacto em Itália. Os estados árabes do Golfo fornecem ao país cerca de 15 por cento do petróleo que consome e, como os preços subiram constantemente durante o último mês, o governo de Meloni destinou quase 900 milhões de euros para reduzir os impostos sobre os combustíveis.
A visita regional reflecte a relutância de Roma em esperar que Bruxelas apresente uma resposta à crise energética que abrange todo o bloco. Meloni disse na sexta-feira que agiria de forma independente para “garantir que a Itália tenha acesso ao fornecimento de energia de que necessita”.




