Política

Marine Le Pen comparece ao funeral da ícone do cinema (e de extrema direita) Brigitte Bardot

Bardot ganhou destaque como estrela dos clássicos da Nouvelle Vague francesa de cineastas cult como Jean-Luc Godard nas décadas de 1950 e 1960.

Politicamente, ela começou a apoiar Le Pen durante a sua primeira candidatura presidencial em 2012, e o seu quarto e último marido, Bernard d’Ormale, foi um antigo conselheiro do pai de Le Pen, Jean-Marie.

Embora Bardot fosse amplamente conhecida pela sua defesa dos direitos dos animais, ela também ganhou as manchetes em diversas ocasiões por comentários racistas, islamofóbicos e homofóbicos – o que lhe valeu cinco sentenças criminais separadas por “incitamento ao ódio”.

Embora figuras conservadoras e de extrema-direita tenham inundado as redes sociais com homenagens gloriosas após a morte de Bardot – um dos aliados de Le Pen, Éric Ciotti, chegou mesmo a pedir uma homenagem nacional, embora a própria família de Bardot se tenha oposto ao gesto – as reacções da esquerda foram mais matizadas, ou ausentes.

O Presidente francês Emmanuel Macron não mencionou as observações incendiárias de Bardot no seu elogio – prestando homenagem a uma “lenda do século”.