Havia alguma lógica nessa aposta. Como Le Pen é proibido de concorrer a cargo por uma condenação por desreqüimento que vai recorrer apenas no próximo ano, por que ela arriscaria seu assento parlamentar potencialmente desencadeando uma eleição? Ela não prefere deixar o acampamento de Macron aceitar o calor por cortes financeiros dolorosos?
Não foi assim que Le Pen viu, no entanto. Apenas uma hora após o anúncio do voto de confiança, ela prometeu mobilizar suas forças para derrubar Bayrou e culpou oito anos de macronismo por ameaçar a sobrevivência da França. “Somente a dissolução agora permitirá que o povo francês escolha seu destino, o de recuperação com a manifestação nacional”, escreveu ela na plataforma social X.
Isso encerrou qualquer especulação de que poderia ter havido algum tipo de acordo entre Bayrou e Le Pen. O legislador nacional Laurent Jacobelli insistiu que nunca deveria ter dúvidas sobre qual direção Le Pen saltaria.
“Essas pessoas imaginam que os outros são tão desprezíveis quanto são”, disse ele. “Mas isso mostra uma má compreensão de Marine Le Pen, que não é cortada do mesmo pano.”
Enquanto muitos assumiram que Bayrou havia testado de alguma forma as águas com Le Pen antes de chamar a votação, o primeiro -ministro lutou para explicar por que ele realmente não tinha. Ele observou – de maneira pouco convincente, em uma entrevista no canal TF1 – que ele não fez porque os líderes da oposição estavam “de férias”.
Le Pen revidou e disse que não parou de trabalhar durante o verão.




