O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, assinou uma declaração conjunta com o presidente da Somalilândia, Abdirahman Mohamed Abdullah, “no espírito dos Acordos de Abraham”, uma série de acordos para criar laços comerciais e diplomáticos entre Israel e os países árabes, informou a AP.
Espera-se que Netanyahu se encontre com o presidente dos EUA, Donald Trump, na segunda-feira, na Flórida. Na sexta-feira, o New York Post noticiou que Trump disse que não seguiria o exemplo de Israel no reconhecimento da independência da Somalilândia.
O Departamento de Estado dos EUA disse no sábado que continua a reconhecer a integridade territorial da Somália, “que inclui o território da Somalilândia”.
O Catar classificou a declaração como “um precedente perigoso e uma ação unilateral que contraria os princípios do direito internacional”.
A União Africana disse que “rejeita firmemente qualquer iniciativa ou acção destinada a reconhecer a Somalilândia como uma entidade independente” sem mencionar Israel.
O Serviço Europeu de Acção Externa, o braço diplomático da UE, também reagiu à notícia, afirmando num comunicado no sábado que “reafirma a importância de respeitar a unidade, a soberania e a integridade territorial” da Somália. Também apelou a um “diálogo significativo” entre a Somália e a Somalilândia, de acordo com o comunicado.




