Lidl vem para a Feira, mas as obras não convencem o PS

Lidl vem para a Feira, mas as obras não convencem o PS

• Obras têm lugar na zona envolvente à rotunda de Santo André 

A reunião de câmara, realizada segunda-feira, dia 3 de junho, teve em discussão a vinda de uma média superfície comercial da cadeia Lidl para o cruzamento de Santo André, em Santa Maria da Feira. A proposta passou com sete votos a favor e quatro abstenções, num tema que trouxe muita argúcia política para a mesa.  

 

O projeto pretende requalificar a área de circulação que envolve a rua de Santo André, desde a capela até ao Hospital de S. Sebastião, com destaque para a criação de duas rotundas e uma via de emergência que visa o acesso rápido das ambulâncias às urgências. 

O documento preconiza ainda a criação de vários postos de trabalho, mas a proposta não convenceu a vereação do PS que a considerou “ambígua e perigosa”, sublinhando que uma intervenção desta extensão merecia uma informação técnica mais minuciosa e que os documentos apresentados não reuniam condições para gerar um parecer. 

 

Entre as muitas questões levantadas pelos vereadores PS destacamos as questões relacionadas com as trocas de terrenos e a titularidade dos mesmos; a localização e data de construção da via de emergência; o porquê de um projeto em três fases; se vai ser dada prioridade à construção da via de emergência e se foi considerado o impacto económico de mais uma superfície comercial no comércio tradicional da cidade. 

 

Perante o ceticismo da oposição, Emídio Sousa, Presidente da Câmara, frisou que o processo de negociações foi moroso e exigiu “habilidade”, porque o município não cedeu às exigências de quem vai pagar a obra. Emídio Sousa explicou ainda que os traçados foram delineados por técnicos da câmara, que equacionaram todas as possibilidades e selecionaram a mais vantajosa. 

 

O presidente sublinhou, também, que esta construção deverá arrancar o mais rápido possível para “resolver um problema gravíssimo de fluidez de trânsito” que a Feira enfrenta, sendo também uma mais-valia económica que vai gerar postos de trabalho. 

 

Já a terminar, e consciente de que a proposta não convenceu o grupo de vereadores PS, Emídio Sousa, reforçou a sua convicção no projeto e lembrou que o futuro será o grande juiz desta decisão, numa obra que chega a custo zero para os cofres do município.   

 

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