Jogos nos Lóios – Férias de verão no museu

Férias de verão no museu

Museu Convento dos Lóios cria jogos de tabuleiros romanos para os mais novos

Começa hoje e termina no dia 24 de julho a oficina “Férias de verão no Museu” sob o tema “Jogos de Tabuleiros Romanos”. A entrada é gratuita e destina-se a ATL’s, centros de estudos, seniores e outros grupos organizados que com patelas em argila, idênticas às expostas no núcleo de arqueologia, queiram jogar alguns dos jogos de tabuleiro que os romanos praticavam nos seus tempos de ócio e lazer.

• Entrada gratuita, jogos históricos e um museu eclético. Que mais se pode desejar?

A entrada é gratuita, mas a marcação prévia é obrigatória. O número de participantes também tem requisitos, o mínimo de 10 e o máximo de 25 pessoas. Para mais informações tem o museu tem à disposição o telefone 255 331 070 ou o e-mail: museuconventodosloios@cm-feira.pt  

 

Alguns dos jogos de tabuleiros mais antigos que a escrita

 

Ao longo da nossa história os jogos de tabuleiro têm sido uma fonte de entretenimento para as pessoas de todo o mundo. Evidências arqueológicas indicam que o seu nascimento é anterior ao desenvolvimento da escrita e que em muitas culturas eles possuíam um importante significado religioso. Conheça os jogos de tabuleiro mais importantes da história:

 

O Tafl era muito popular entre os Víquingues. No jogo um dos participantes assumia o papel do rei e tinha como objetivo fugir para os cantos do tabuleiro, enquanto o outro jogador (em posse de uma força maior) precisava capturá-lo. O Tafl espalhou-se por toda a Europa e tornou-se o xadrez daqueles tempos.

Vaikuntapaali  (na imagem) era um jogo indiano do século XVI utilizado como ferramenta para ensino moral. Foi popularizado no ocidente com o nome de Snakes and Ladders, em Portugal o famoso jogo da Glória. As escadas eram utilizadas para mostrar aos jogadores o valor das boas ações e as cobras para mostrar como as más ações trariam prejuízo espiritual ao pecador. Em 1943 Milton Bradley lançou o jogo nos Estados Unidos com o nome Snakes and Ladders.

 

Ludus Latrunculorum (o Jogo de Bandidos) foi um jogo de tabuleiro extremamente popular e difundido através de todo o Império Romano. A simplicidade do jogo fez com que pessoas de todo o mundo pudesse facilmente construir seus próprios tabuleiros. Alguns deles foram encontrados esculpidos em rochas no Sri Lanka, na Irlanda e até mesmo na antiga Troia.

 

Senet é um jogo datado entre 3100 e 3500 AC, o que faz dele o jogo de tabuleiro mais antigo registado pelo homem. 

O jogo indiano Chopat é o pai dos jogos cruz-e-círculo, (dos quais o exemplo mais conhecido no Ocidente é o Ludo).

 

Chaturanga é um jogo que merece ser conhecido, mesmo que somente por causa do seu enorme legado: o xadrez.

 

O Jogo Real de Ur é o mais antigo jogo de tabuleiro conhecido do qual as regras originais sobreviveram. Pensava-se que o jogo estivesse morto, substituído pelo gamão há mais de dois mil anos, até que Irving Finkel, doutor do Museu Britânico, (clique no nome para o conhecer) especialista em oriente Médio e entusiasta por jogos, descobriu as suas regras esculpidas em antiga tabuleta de pedra. O mais curioso desta história, é que a descoberta não aconteceu por acaso.

 

Aos 11 anos, Irving Finkel, foi cativado por um livro sobre jogos de tabuleiro que “transformou a minha vida”. Finkel ficou particularmente fascinado com o que aprendeu sobre o Jogo Real de Ur e, ainda jovem, fez uma réplica em madeira do jogo, mas as regras haviam sido esquecidas. Após uma boa quantidade de trabalho detetivesco, Finkel resolveu o mistério e foi capaz de recompilar fielmente as regras de um jogo que sobreviveu aos maiores impérios e é mais antigo do que as principais religiões mundiais.

 

 

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