Política

Itália, peso pesado da UE, junta-se à Bélgica na oposição ao plano russo de ativos congelados

O governo da Bélgica resiste aos receios de que terá de reembolsar o montante total se a Rússia recuperar o dinheiro, mas até agora não tem tido um aliado de peso antes da cimeira de Dezembro.

Agora, a Itália abalou a dinâmica diplomática ao elaborar um documento com a Bélgica, Malta e Bulgária, instando a Comissão a explorar opções alternativas à utilização dos activos russos para manter a Ucrânia à tona nos próximos anos.

Os quatro países afirmaram que “convidam a Comissão e o Conselho a continuarem a explorar e a discutir opções alternativas em conformidade com o direito da UE e o direito internacional, com parâmetros previsíveis, apresentando riscos significativamente menores, para responder às necessidades financeiras da Ucrânia, com base num mecanismo de empréstimo da UE ou em soluções-ponte”.

Os quatro países referem-se a um Plano B para emitir dívida conjunta da UE para financiar a Ucrânia nos próximos anos.

No entanto, esta ideia tem os seus próprios problemas. Os críticos observam que esta medida aumentará os elevados encargos da dívida de Itália e França e exige unanimidade – o que significa que pode ser vetada pelo primeiro-ministro húngaro, amigo do Kremlin, Viktor Orbán.

Os quatro países – mesmo que se juntassem à Hungria e à Eslováquia pró-Kremlin – não seriam capazes de construir uma minoria de bloqueio, mas as suas críticas públicas minam as esperanças da Comissão de chegar a um acordo político na próxima semana.