Os ataques marcam uma das escaladas mais diretas contra as forças americanas desde o início das hostilidades no final do mês passado, sublinhando o risco crescente de um confronto regional mais amplo. Washington está a enviar forças adicionais para a região, enquanto as capitais europeias intensificam os esforços para conter as consequências económicas e de segurança.
Ao mesmo tempo, Israel enfrenta um cenário de ameaças cada vez maior. Os militares israelenses disseram ter interceptado um míssil lançado do Iêmen na manhã de sábado, com as forças Houthi apoiadas pelo Irã assumindo a responsabilidade logo depois.
A greve ocorreu após dias de sinalização dos Houthis de que estavam se preparando para entrar no conflito, levantando preocupações renovadas sobre a segurança do corredor marítimo do Mar Vermelho, vital para o comércio global já perturbado por ataques anteriores.
Enquanto isso, os militares iranianos disseram ter como alvo um navio logístico dos EUA perto do porto de Salalah, em Omã.
Durante a noite, sirenes de ataque aéreo soaram no sul e centro de Israel, enquanto explosões foram relatadas em Tel Aviv enquanto o fogo iraniano e ligado ao Hezbollah continuava. O Serviço de Bombeiros e Resgate de Israel disse que respondeu a 11 locais de impacto diferentes em toda a área metropolitana.
As forças israelitas também expandiram as operações terrestres no sul do Líbano, onde as autoridades afirmam que mais de 1.100 pessoas foram mortas.
Um alto funcionário do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão disse à AFP no sábado que Islamabad planeja “sediar uma reunião quadrilateral na segunda-feira” com a Arábia Saudita, Egito e Turquia para discutir a guerra no Oriente Médio. O responsável disse que as delegações deverão chegar até domingo à noite, embora a sua composição exacta ainda não tenha sido confirmada, de acordo com a agência de notícias.




